A região não tem qualquer caso de coronavírus detetado. A presidente da Câmara de Portalegre diz que o distrito está preparado e enaltece comportamento dos residentes.
Apenas três fronteiras do Alentejo estão abertas. Marvão e Caia, no distrito de Portalegre, e Vila Verde de Ficalho, Beja. Todos os restantes postos encerraram. Nos locais de ligação a Espanha que restam em funcionamento, apenas vão poder circular, por tempo indeterminado, veículos de transporte de mercadorias e prioritários. Trata-se de mais uma medida governamental para tentar minimizar os efeitos da pandemia de Covid1-9.
O Semmais Digital falou com a presidente da Câmara Municipal de Portalegre, Adelaide Teixeira, que considerou o fecho das estradas e caminhos de ligação entre o Alentejo e a Extremadura espanhola como uma medida “inevitável e fundamental”. A partir de agora torna-se impossível circular pelas estradas municipais e apenas estão ao serviço, devidamente vigiadas pelas forças policiais, as passagens fronteiriças de Marvão/Galegos e Elvas/Caia. Mais a sul, no distrito de Beja, apenas funciona a fronteira de Vila Verde de Ficalho.
Adelaide Teixeira disse que, até ao momento, não existe no distrito de Portalegre qualquer caso confirmado e tranquilizou os residentes, afirmando que os hospitais da região, caso seja necessário, estão preparados para dar uma resposta positiva. “Já tive reuniões com os responsáveis da ULSNA e está tudo preparado. O distrito está preparado”, disse a autarca.
“A população de Portalegre tem sido muito responsável. Raramente se avista alguém nas ruas. Os comerciantes fecharam os seus estabelecimentos de livre iniciativa e nos supermercados e farmácias as pessoas portam-se de modo ordeiro e responsável”, adiantou.
Questionada sobre o aumento de pessoas que têm procurado o Alentejo nos últimos dias, Adelaide Teixeira disse que tal é um facto mas que, até ao momento, não existe qualquer constrangimento. “Mesmo os espanhóis que vieram até ao distrito estão a cumprir as regras”.
No distrito de Portalegre, ainda segundo Adelaide Teixeira, tem-se optado pela proatividade, tomando-se medidas para tentar evitar a eventual propagação do vírus caso ele seja detetado. “Muitas pessoas estão a trabalhar a partir de casa e os contactos dos residentes com os serviços passaram a ser feitos telefonicamente ou por vídeo conferência. Foi restringido o contacto com o público, mas todos os serviços mínimos continuam a ser assegurados, sejam eles a recolha de lixo, o fornecimento de água ou a ação social”.
A presidente da Câmara de Portalegre faz um apelo à população do distrito, lembrando que é necessário continuar a acatar os conselhos dos serviços de saúde e de proteção civil de modo a evitar o eventual contágio dos residentes. “Não nos podemos esquecer que somos um distrito com muitos idosos, que são pessoas muito mais suscetíveis e que podem mais facilmente contrair doenças. Apelamos a todos para que permanecem nas suas casas e adotem todas as regras de segurança: evitem os contatos pessoais e sociais, lavem as mãos com frequência e limpem as superfícies de contato”.




