Universidade de Évora quer registar mais instalações fotovoltaicas

A aplicação de registo de instalações fotovoltaicas, promovida em Portugal pela Cátedra Energias Renováveis da Universidade de Évora (CER-UÉ), continua a aceitar novos registos destas instalações, para aumentar a comunidade de investigadores e proprietários na área da energia solar.

Criada em 2020, no âmbito do projeto de ciência aberta e cidadã GRECO, a aplicação Generation Solar está disponível nas plataformas IOS e Android e convida os cidadãos a registarem todas as instalações solares que conhecerem, criando uma rede de instalações e de proprietários.

Com esta iniciativa, o projeto GRECO visa promover a consciência sobre a energia fotovoltaica na sociedade e estimular o surgimento de uma comunidade em que “os utilizadores e proprietários destas instalações poderão trocar informações e ver respondidas algumas das suas dúvidas” relativamente sobre o funcionamento destes equipamentos, “além de poderem aceder a informação estatística exclusiva para utilizadores registados”, sublinha Luís Fialho, investigador da CER-UÉ e responsável pelo projeto no país.

A informação registada vai permitir criar um banco de dados global sobre a geração da energia solar, “que ajudará cientistas e investigadores a desenvolver melhores modelos científicos de eficiência energética”, refere o comunicado da UÉ enviado ao Semmais Digital.

Na página de internet do Generation Solar, estão registadas cerca de 130 instalações fotovoltaicas, em diversos países da Europa, como em Espanha, Alemanha ou Bulgária. No entanto, é a comunidade portuguesa que se destaca ao nível da participação, valores que “surpreendem os investigadores europeus”, mas que Luís Fialho acredita poderem serem ainda mais significativos, “não temos uma ideia exata do número de instalações existentes no nosso país, mas acreditamos que ainda será possível vermos crescer o número de participantes em diversas zonas do território nacional”.

O GRECO é um projeto multinacional, apoiado pelo programa Horizonte 2020, da Comissão Europeia e conta com a participação da CER-UÉ, que tem como principal objetivo “promover a aplicação da Ciência Aberta e Investigação e Inovação Responsável” a um projeto de investigação no setor fotovoltaico.