Continuar Setúbal

As eleições autárquicas confirmaram, no concelho de Setúbal, o reconhecimento do trabalho realizado e a confiança das populações no projeto para «Continuar Setúbal!».

A CDU venceu as eleições para a Câmara, para a Assembleia e para todas as Freguesias do concelho, tendo André Martins sido o escolhido pelos eleitores para liderar a Câmara Municipal.

Ao contrário do que previam os que apregoavam um suposto fim de ciclo e das secretas sondagens dos resultados absurdos, mesmo com campanhas agressivas e assentes na desinformação (algumas que perduram), venceu quem, numa campanha de proximidade com as populações, ouvindo críticas, sugestões e contributos, prestou contas do trabalho realizado e apresentou uma visão de desenvolvimento para o concelho.

Num momento em que começa um novo mandato e com novos protagonistas, existem, entre outras, duas questões a merecer desde já atenção especial em Setúbal.

Por um lado, a questão da Comenda, onde, desde a aquisição da Herdade pelos novos proprietários, estão criadas limitações de acesso às populações a zonas e caminhos usados pelas populações desde tempos imemoriais.

André Martins, já como Presidente eleito, ao lado das populações, num ato de importante significado político, já deixou clara a necessidade de um total esclarecimento do papel de cada entidade neste processo e reafirmou o seu compromisso com a defesa do uso popular tradicional dos referidos espaços.

Por outro lado, uma questão central para o bem-estar da população e para o desenvolvimento deste território, traduzida no estado em que se encontra o Serviço Nacional de Saúde a prestar cuidados de saúde em Setúbal.

A realidade do Centro Hospitalar de Setúbal e dos Centros de Saúde do concelho demonstram que não basta, como faz o PS e o Governo, tecer juras de amor ao SNS. Não basta acordarem na Assembleia da República (com o PCP e sob proposta deste) as medidas e correspondentes verbas para dar resposta aos problemas. Não basta, como fazem os eleitos locais do PS em Setúbal, festejar anúncios que depois não se concretizam. Não basta lembrarem-se do SNS apenas nas vésperas da aprovação dos Orçamentos do Estado.

É necessário concretizar e dar condições para que o SNS cumpra a sua missão.

Os utentes e os profissionais do SNS precisam que o direito à saúde seja uma realidade, que o SNS seja um serviço público de qualidade e que não seja encarado como mais um negócio a entregar ao sector privado.

A construção dos Centros de Saúde previstos, no quadro do acordado com o Município, bem como a valorização e a requalificação do Centro Hospitalar de Setúbal, através do reforço do investimento nas instalações e equipamentos, da valorização dos profissionais e da contratação dos profissionais de saúde necessários, são fundamentais para o futuro e para melhorar a prestação de cuidados de saúde aos utentes.

Por tudo isto, não deixaremos de saudar, mobilizar e estar presentes em todas as ações de luta que as populações levem a cabo em defesa do SNS.

Os eleitos da CDU cá estarão, como sempre, ao lado das populações, todos os dias.

João Afonso Luz
Jurista