Queima do Judas regressa ao centro histórico de Palmela

Ritual de origens pagãs, ligado à celebração do equinócio da primavera, invade as ruas no próximo sábado, a partir das 21h30.

Depois de dois anos em que a situação pandémica impediu a realização da Queima do Judas, a iniciativa volta agora a realizar-se nos moldes tradicionais, com a participação de 12 grupos. A organização fica acabo da autarquia local, das companhias de teatro e do Movimento Associativo do concelho.

Segundo o município, este é um ritual de origens pagãs, ligado à celebração do equinócio da primavera e ao início de um novo ciclo de vida, recuperado em 1995, no âmbito do Programa Municipal do Teatro.  Todos os anos, envolve centenas de participantes, num percurso pelas ruas do centro histórico de Palmela, no sábado de Aleluia (antes do domingo de Páscoa).

“Passados 27 anos, esta iniciativa não só se manteve no nosso calendário cultural, como registou uma maior adesão, quer de grupos participantes, quer de público”, afirma a autarquia em nota de imprensa enviada ao Semmais.

O percurso tem início com o Bardoada – Grupo do Sarrafo, passando pelo Largo dos Loureiros (Sociedade Filarmónica Palmelense “Loureiros”), Largo do Município (Grupo de Teatro As Avozinhas/Associação FIAR), Praça Duque de Palmela (Associação Escoteiros de Portugal – Grupo 40), Largo D. Afonso Henriques (ATA – Acção Teatral Artimanha), Largo D. João I (Associação de Idosos de Palmela), Largo do Mercado (Associação Teatro Sem Dono), entroncamento entre a Rua Hermenegildo Capelo e a Rua Heliodoro Salgado (Moto Clube de Palmela), Largo do Marquês de Pombal (Associação Juvenil INdiferentes), Largo Passo da Formiga (Sociedade Filarmónica Humanitária) e Largo de S. João (Associação Teatro da Vila). À chegada ao Largo, a noite termina com um momento de convívio, com serviço de bar assegurado pelo Grupo Coral “Ausentes do Alentejo” e um espetáculo final com fogo-de-artifício, com o apoio da Associação dos Bombeiros Voluntários de Palmela.