Chuva de milhões requalificam zonas urbanas no Barreiro

Intervenções no Alto Seixalinho e no coração urbano da cidade valem mais de quinze milhões de euros. E não há uma única obra que não seja complementada com renovação das infraestruturas do subsolo.

O Alto do Seixalinho vai mesmo mudar. A câmara do Barreiro prevê avançar até ao final do primeiro ano do atual mandato com uma grande intervenção de requalificação urbana, a começar na zona da Santinha e parte considerável da Pacheco Nobre.

A garantia é dada ao Semmais pelo presidente do município, Frederico Rosa, que alude ainda à requalificação do Bairro Alves Redol, incluindo habitação social e construção do Centro de Saúde da Escavadeira. “Nestes projetos vão ser investidos cerca de dez milhões de euros, a que se somam 1,8 milhões em ações imateriais em todo o Alto Seixalinho”, afirma o edil.

Nesta fornada de obras, prometidas no arranque do mandato, também o designado Barreiro Velho vai ser intervencionado, nomeadamente a partir da artéria onde está localizado o edifício sede da câmara municipal, até ao casco urbano mais antigo. “Este projeto de requalificação abarca todo o antigo centro de comércio barreirense”, diz Frederico Rosa, e integra ainda a nova esquadra de polícia, cuja obra já está pronta, apenas a aguardar a resolução de ligações de energia para ser inaugurada.

 

Startup Barreiro avança no terreno em bom ritmo

Do mesmo modo, o projeto Startup Barreiro, que reabilita património e vai servir a nova força económica do concelho e criar postos de trabalho, faz parte da empreitada do município. A obra, que regenera o edificado e se estende cerca de mil metros quadrados, a partir da entrada da Baia do Tejo, está “praticamente concluída”.

“Estamos a apostar fortemente na requalificação e a procurar adquirir imóveis devolutos, sendo que já temos em carteira de duas dezenas deste tipo de habitações em nossa posse”, explica o autarca ao Semmais. Com um parque habitacional com cerca de 5000 imóveis degradados ou desocupados, a intenção do município é “construir habitação social ou de renda com custo controlado, havendo já compromissos assumidos em cerca de cinco milhões de euros.

Em todas estas empreitadas, garante Frederico Rosa, haverá intervenções no subsolo, “acabando com décadas de infraestruturas muito velhas, a necessitar de profundas remodelações”. “É um trabalho de que pouco se fala, mas que tem sido uma das nossas regras de gestão urbana, modernizar essa rede para garantir um futuro sem problemas”, conclui.