Utentes exigem reparação de Estrada Nacional 120 em Santiago do Cacém

A Comissão de Utentes dos Serviços Públicos de Santiago do Cacém exigiu hoje do Governo e da Infraestruturas de Portugal (IP) a “reparação urgente” de um troço “muito degradado” da Estrada Nacional (EN) 120.

O pavimento daquela estrada, que atravessa parte do concelho de Santiago do Cacém, “encontra-se muito degradado, numa extensão de mais de 20 quilómetros”, entre a sede do município e a localidade de Cruz de João Mendes, na freguesia de São Francisco da Serra, denunciou, em comunicado, a comissão de utentes.

A via “está bastante degradada com buracos muito grandes que parecem crateras, bermas muito altas e degradadas, causando bastantes prejuízos aos utentes, com furos nos pneus e jantes partidas devido ao mau estado do piso”, especificou o porta-voz da comissão de utentes, Dinis Silva.

Em declarações à agência Lusa, o responsável explicou que os utilizadores daquela via “não se podem desviar de buracos” que surgem “numa curva” ou obrigam a circular “em sentido contrário”, com prejuízo de danificar as suas viaturas.

“Ano após ano, assistimos ao avançar da degradação neste troço por uma ausência de manutenção e intervenção desta infraestrutura”, com consequências “a nível superficial, mas também estrutural do próprio pavimento”, criticou, no comunicado, a comissão de utentes.

Por isso, Dinis Silva exigiu ao Governo e à IP a “urgente pavimentação daquela via, numa extensão superior a 20 quilómetros, desde a cidade de Santiago do Cacém até ao limite do concelho de Grândola”, no litoral alentejano.

“Sabemos que a Junta de Freguesia de São Francisco da Serra fez sair um comunicado à população e já pediu uma reunião à IP. Nós também vamos pedir uma reunião para colocar este problema à IP, mas infelizmente várias entidades têm alertado para a degradação desta estrada, que continua a acentuar-se”, adiantou.

De acordo com a comissão de utentes, “o estado de degradação visível” em que o troço da EN120 se encontra “representa um grave atentado a todos os utentes que ali circulam, que têm visto nestes últimos [e] longos anos a sua condição de vida afetada, quer no âmbito económico, social e, sobretudo, na sua segurança”.

“Estas situações não podem continuar”, reiterou Dinis Silva, recordando problemas semelhantes na zona de São Bartolomeu da Serra, também no concelho de Santiago do Cacém, devido à construção de uma passagem superior na EN 121.

Além disso, indicou, “no início deste mês, os utentes protestaram contra a degradação da EN 253, que atravessa o concelho de Alcácer do Sal, e têm vindo a alertar para o mau estado da via entre Alcácer do Sal e Palma, no Itinerário Complementar 1, numa extensão de cerca de 16 quilómetros”.

“No caso do IC1 anuncia-se para o fim do ano talvez o início das obras, mas tudo não passam de suposições quando o que queremos são respostas definitivas e que as estradas sejam reparadas para bem de todos”, concluiu.