O que fica do périplo do Governo

O périplo do Governo pelo distrito de Setúbal teve o condão de trazer a região para a ribalta e dar-lhe o devido lugar, cimeiro, no desenvolvimento de um território relevante no quadro nacional.

Há uns anos, os socialistas empreenderam a expressão “o PS é amigo de Setúbal” que, feitas as contas e retirando os falhanços, resultava numa feliz relação do partido do Governo com as populações. Por isso, em quase todas as eleições subsequentes, locais, legislativas e até europeias, os socialistas ganharam terreno e, sem esforço, recolocaram as suas pedras na maioria das autarquias do distrito.

A investida destas semana, as diversas assinaturas de protocolos, de obras e de empreitadas, bem como os anúncios de investimentos e de projetos estratégicos e estruturantes, confirma e acentua esta relação com a região de Setúbal. Diria mesmo que é o Governo e o PS a cumprirem promessas eleitorais e a retribuírem a confiança que a população da margem Sul e do Litoral Alentejano lhes têm granjeado.

Não parece ter sido uma manobra de charme. Houve trabalho, visitas, com praticamente o Governo em peso, percorrendo todo o distrito, sem exceção. Por isso é também o reconhecimento da importância estratégica dos nossos territórios e a aposta num futuro próximo.

Tudo isto na sequência da criação das NUT II e III para a Península de Setúbal, cujos resultados práticos só se vislumbrarão a partir de 2027, mas já com janelas de oportunidades relativamente à política de majoração no quadro de financiamentos atuais, como frisou várias vezes, por estes dias, a ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa.

Vamos ver o que fica e como se irão desenvolver alguns dos projetos estruturantes previstos. Essa é a incógnita maior. Mas a fazer fé nas muitas intenções de colaboração e cooperação com as autarquias da região, é possível escrutinar que podemos mesmo vir a assistir a uma nova dimensão de investimentos que fortalece e potencia o desenvolvimento deste território ímpar.