ADREPES dá cartas no mundo rural injetando três milhões de euros

A estratégia de proximidade seguida pela ADREPES continua a dar frutos. No caso da vertente rural o pacote de investimento ascende a 3,8 milhões de euros, três milhões dos quais financiados no âmbito do POR Lisboa 2020.

São cerca de 40 projetos na vertente rural que estão a ser apoiados e financiados pela ADREPES – Associação de Desenvolvimento Regional da Península de Setúbal, no âmbito do POR Lisboa 2020, como resposta às necessidades do território.

O investimento arrecadado para a região ascende a 3,8 milhões de euros, três milhões dos quais financiados pela associação com sede em Palmela, o que revela a importância dos fundos FEDER e FSE no âmbito da DLBC (Desenvolvimento Local de Base Comunitária) Rural para a Península. “O acesso ao FEDER e ao FSE correspondeu às expetativas e revestiu-se da máxima importância para o território de intervenção da ADREPES”, explica ao Semmais Natália Henriques, diretora executiva da associação.

A mesma responsável lembra que estes fundos permitiram que a ADREPES pudesse financiar “um conjunto de projetos que, sem acesso ao POR Lisboa 2020, teriam ficado a descoberto”. Além de que, sublinha, permitiram, também “complementar a estratégia aprovada para as zonas rurais e financiada pelo PDR 2020, ou seja, foi uma forma de canalizar mais fundos para o território e de disponibilizar às comunidades locais uma panóplia de oportunidades de financiamento”.

Apoios chegaram também à área social Em termos objetivos, os projetos em causa são “muito diversificados e em diferentes áreas de negócio”, segundo Natália Henriques. E alavancaram a criação de postos de trabalho, bem como a manutenção dos existentes “Não podemos deixar de fazer referência que durante a implementação do POR Lisboa, o mundo foi assolado pela pandemia da Covid-19 e que, mesmo assim, é de enaltecer a coragem e a resiliência dos nossos empreendedores para prosseguirem com os investimentos”, lembra. Neste âmbito, a ADREPES financiou projetos de cariz social destinados a dar resposta às necessidades das instituições como o Centro Social de Palmela, a CERCIZIMBRA ou a Cáritas de Setúbal. Mas os apoios foram também dirigidos a projetos na área do turismo, imobiliárias, oficinas, inovação e transição digital, serviços, chocolataria, panificação, pastelaria, carvão vegetal, entre outros.

De realçar que os promotores dispunham de cerca de dois anos para executar os investimentos, prazo que foi prorrogado por mais uns meses. “Em articulação com a Autoridade de Gestão (CCDRLVT), tentamos sempre dar uma resposta construtiva às necessidades dos beneficiários por forma a encontrar soluções que permitam executar os projetos conforme previsto”, explica a diretora executiva.

Os responsáveis da ADREPES ressalvam a importância do trabalho de proximidade desenvolvido pela associação junto das comunidades. “O nosso objetivo é implementar as estratégias de desenvolvimento local, que definimos em conjunto com os atores locais, através da mobilização de fundos estruturais que respondam às necessidades diagnosticadas”, finaliza Natália Henriques.