Mais parquímetros em Setúbal

A Datarede empresa responsável pela gestão do estacionamento tarifado em Setúbal, iniciou esta segunda-feira a fiscalização em 26 novos arruamentos.

Segundo o site da empresa, o parqueamento pago chega a zonas movimentadas, como a Avenida dos Ciprestes, Rua da Tebaida e Avenida Manuel Maria Portela. Mas também a áreas residenciais, como a Rua Doutor Armando Setúbal Lopes, Rua Hermínia Silva, Rua José Augusto dos Santos, Rua do Mirante, Rua José de Groot Pombo, Av. Doutor Manuel de Arriaga, entre outras. Esta é a segunda expansão da rede de estacionamentos tarifados em menos de um ano, depois de em março a Datarede ter colocado parquímetros noutros locais.

A concessão feita entre a câmara de Setúbal e a Datarede tem a duração de 40 anos e prevê a instalação de 6813 lugares tarifados, que se juntam aos 1487 existentes, perfazendo, no final da implementação, que se estima durar até cinco anos, um total de 8470.

No final de março, face às críticas da oposição e da população, André Martins, presidente da câmara de Setúbal, reconheceu, junto do Semmais, que a medida “não era popular”, mas defendeu-a, afirmando que esta era determinante para “a promoção de uma mobilidade alternativa”. Revelou, contudo, que a câmara estava em conversações com a empresa, com vista a algumas alterações, sobre as quais não existem ainda detalhes.

A oposição, PS e PSD, não contesta os parquímetros e partilha a visão do presidente. “Nós não somos contra os parquímetros. Consideramos que é uma medida importante e que pode apoiar e ajudar na mudança da mobilidade na cidade”, reconhece Fernando José, vereador socialista. “É necessário fazer um esforço para a mudança de paradigma no nosso quotidiano. O futuro tem de ser mais sustentável e não passa, seguramente, pelo uso massivo dos automóveis, por muito conforto que nos possa dar”, aponta por sua vez Fernando Negrão, do PSD.

As críticas residem, sobretudo, no prazo da concessão e nas contrapartidas oferecidas pela empresa, nomeadamente a construção de uma parede junto ao Largo José Afonso, e a construção de dois parques subterrâneos, até ver sem projeto definido. “Tem de haver uma negociação séria para a alteração da concessão. Não podemos continuar a permitir que o estacionamento pago se prolifere por zonas residenciais e que a concessão se mantenha a 40 anos”, aponta Fernando José. “Estamos atentos a tudo o que se está a passar e vamos seguramente exigir explicações à autarquia. Queremos, especialmente, que existam contrapartidas reais e úteis”, crítica Fernando Negrão.

De referir que, desde o ano passado, os residentes beneficiam da gratuitidade no 1º dístico de estacionamento, por iniciativa do PSD. A medida foi novamente aprovada para o próximo ano.