Recolha biorresíduos em Setúbal quer abranger 32% da população até ao final do ano

Até setembro mais de 14 mil famílias do concelho tinham aderido a esta recolha seletiva.

Os Serviços Municipalizados de Setúbal têm como meta abranger, até ao final do presente ano, 32% da população setubalense e azeitonense na recolha seletiva de biorresíduos.

“O principal contentor de resíduos tem de passar a ser o castanho. É nesta transformação que estamos a trabalhar com a população, com as Juntas de Freguesia, com o setor da Restauração e outros parceiros”, sublinha Carlos Rabaçal, presidente do Conselho de Administração dos Serviços Municipalizados de Setúbal (SMS), na nota enviada à nossa redação.

O projeto da recolha seletiva de biorresíduos em Setúbal arrancou como projeto piloto em 2021, tendo até ao fim de setembro, segundo os SMS, conseguido a adesão de mais de 14 mil famílias do concelho.

“Setúbal Composto Tem + Valor, permitiu a recolha seletiva de mais de 9 mil toneladas de biorresíduos que foram, assim, encaminhadas para a compostagem. Contas feitas, as emissões evitadas são da ordem das 5400 toneladas de CO2, se estes resíduos tivessem como destino o aterro”, destaca a referida nota.

A iniciativa decorre em duas modalidades de recolha, a porta-a-porta (PaP), nomeadamente para zonas de moradias e recolha próxima em contentores coletivos, com acesso limitado aos aderentes do projeto, nas zonas mais urbanas.

É neste sentido que nasce o objetivo dos SMS em abrangerem 32% da população até ao final do ano, dos quais se traduzem, segundo a nota, em 47% com recolha porta-a-porta e 53% em recolha de proximidade.

“A adesão dos munícipes tem sido feita de forma progressiva, mas os SMS estão a reforçar a sensibilização e a entrega dos contentores domésticos em ambas as modalidades do projeto”, sublinham os SMS.

Paralelamente, irá também ser lançada a recolha PaP do setor de restauração. “Já realizámos sessões de esclarecimento do projeto em parceria com as Juntas de Freguesia, em que ouvimos os representantes dos estabelecimentos comerciais acerca dos desafios que esta novidade traz. Agora estamos a iniciar a sensibilização in loco, com os respetivos trabalhadores, de modo a delinear os melhores horários de recolha e a posterior entrega dos contentores”, esclarece Carlos Rabaçal.

A recolha será então implementada na área urbana Avenida Luísa Todi e arruamentos envolventes desde a Praia da Saúde e Fonte Nova até às Fontaínhas, zona que verifica uma grande concentração de restaurantes, cafés e pastelarias. De acordo com os SMS, foram já contactados cerca de 114 estabelecimentos.

“Decidimos criar circuitos dedicados para evitar a deposição dos resíduos orgânicos da restauração nos contentores existentes, de forma a ganhar capacidade de deposição para o sector doméstico e melhorar o serviço prestado aos cidadãos, uma vez que a maior frequência de recolha dos biorresíduos evita os cheiros decorrentes da sua acumulação e a deposição indevida junto dos contentores”, remata o responsável pelos SMS.