Um apelo à entreajuda

Estes tempos que correm, com guerras na Europa e no Médio Oriente, com a escalada das taxas de juro e tantas outras dificuldades sentidas no quotidiano de milhões de famílias por todo o mundo, justificam uma grande dose de solidariedade.

E não é por estarmos em época natalícia, mas antes pelo sentido da entreajuda, que une os povos e as comunidades, nas horas de maior aperto.

O problema maior é que na sociedade de hoje vigora um enorme desapego e um individualismo que separa os que podem dar e os que mais precisam.

Quebrou-se o elo e, a fazer fé, no que aí vem – com o agudizar dos conflitos internacionais e regionais – esse afastamento anuncia-se cada vez mais pernicioso.

São tempos conturbados e perigosos, com a chama do populismo à espreita, numa espécie de salve-se quem puder, acentuando desigualdades e assimetrias, que corrompem as fundações da civilização moderna.

Por tudo isso, e honrando as tradições, esta edição de Natal dá espaço à solidariedade, nomeadamente procurando fazer um retrato de algumas instituições de solidariedade social que, no terreno, vão exercendo a sua missão junto dos seus próximos.

Pelo menos por uns dias que se apele à reflexão e à introspeção, num movimento de consciência coletiva para que se não deite a perder tantas e tantas conquistas sociais e humanas dos últimos séculos.

E sendo esta uma das últimas edições do ano do nosso grupo editorial, quero desejar a todos os nossos fiéis leitores, parceiros e anunciantes, um Santo Natal e Festas Felizes, em paz e harmonia.