Mozart, Bach, Salieri, Carlos Paredes, João Pedro de Almeida Mota e Anne Vitorino d’Almeida são alguns dos protagonistas desta edição.
Arranca já este sábado a 16ª edição do Sons de Outono – Festival de Música de Almada, certame que até ao dia 25 deste mês volta a levar a música clássica e erudita de câmara a várias igrejas daquele concerto, apresentando para este ano quatro concertos.
Depois de no ano passado ter encerrado a trilogia iniciada pelo “Tempo”, que passou pelo “Modo” e chegou à “Palavra”, a edição desde ano é dedicada ao tema “Sons do abismo, ecos de esperança”. “Decidimos este ano, até devido à questão das eleições, fazer uma edição isolada, singular, que à partida, mesmo continuando o festival, não partirá algo daqui, como nas trilogias que tivemos. No entanto, mantemos a nossa essência, tem um concerto a menos, mas apenas por uma questão de programação, não quer dizer que o festival esteja em retração, muito pelo contrário. Este ano decidimos dedicar a edição a temas da atualidade, pensando um pouco no momento global, mas também na discussão dos direitos humanos, da presença da mulher na sociedade e o impacto nas minorias”, refere ao Semmais João Pires, diretor artístico do festival.
O concerto ““Mozart e os seus Amigos” Na sala com os Mestre Vienenses” abre o certame no sábado na Igreja da N. Sra. do Bom Sucesso, em Cacilhas. Nuno Inácio (flauta), José Pereira e Tomás Soares (violinos), Joana Cipriano (viola) e Sofia Gomes (violoncelo) interpretam, além de Mozart, peças de Joseph Haydn, Karl Ditters von Dittersdorf, Johann Baptist Vanhal, João Pedro de Almeida Mota e Antonio Salieri.
Depois no dia 11 de outubro, a Igreja da Misericórdia de Almada recebe o espetáculo “Entre Bach e Carlos Paredes”, que aproveita para comemorar o centenário artista português. Neste concerto, André Gaio Pereira, no violino, apresenta um projeto único que junta a obra do compositor alemão à do enigmático interpreta da guitarra portuguesa.
Já no dia 18 de outubro é elevado o papel da mulher com o concerto “Eterno Feminino – o sopro que desperta vozes esquecidas”, na Igreja Matriz Nª Sra. da Piedade, na Cova da Piedade. O espetáculo junta em palco artistas como Sónia Pais (flauta), Luis Auñon Perez (oboé), Jorge Camacho (clarinete), Lurdes Carneiro (fagote), Daniel Canas (trompa), que promovem uma viagem entre os séculos XIX ao XXI, através de compositores como Maria de Lurdes Martins, Elaine Fine, Hedwige Chrétien, Vivian Fine, Amy Beach e Anne Vitorino d’Almeida.
O Seminário S.Paulo, em Almada, acolhe o último espetáculo desta edição, intitulado de “80 Anos do Fim da Segunda Guerra Mundial” música de um outro mundo”. Neste concerto o Quarteto Mitera, composto por Alexis Hatch, Anna Paliwoda (violinos), Isabel Pereira (viola) e Raquel Reis (violoncelo) tocam peças de Viktor Ullman, Szymon Laks e Dmitri Shostakovich.






