Inês de Medeiros (PS) volta a vencer em Almada sem maioria absoluta

Socialistas e comunistas perdem um vereador cada na câmara, onde saem reforçadas as forças mais à direita. PSD passa para dois vereadores e Chega elege pela primeira vez e soma também dois vereadores.

Inês de Medeiros (PS) venceu pela terceira vez consecutiva a câmara de Almada, mas, como já tinha acontecido há quatro anos irá governar o concelho sem maioria absoluta. A candidata socialista conquistou 29,10 por cento dos votos, o suficiente para eleger quatro vereadores, menos um que em 2021.

Quem também viu a sua votação reduzir e assim a perde de um mandato foi a CDU, que depois dos 29,69 por cento das últimas autárquicas ficou agora pelos 20,61 por cento, elegendo três vereadores. Saem deste sufrágio reforçadas as forças á direita, já que o PSD passa de 7 574 votos para 14 936 e elege dois vereadores e o Chega conquistou dois mandatos com 14 067 votos.

Olhando para outras contas, o PS conquistou, também sem maioria absoluta, quatro das cinco freguesias do concelho e o PSD impôs-se na Costa da Caparica, vencendo, embora sem maioria absoluta também, naquela freguesia.

O quadro da Assembleia Municipal também é muito repartido. Os socialistas venceram com dez mandatos, seguidos da CDU e Chega com sete. O PSD passa de quatro eleitos para seis, mas em sentido contrário o Bloco, desta vez coligado com o Livre, perde um mandato. A Iniciativa Liberal pela primeira vez elege na Assembleia Municipal de Almada.