Proposta para a saída do concelho sadino da Associação de Municípios da Região de Setúbal, foi votada favoravelmente pelo movimento independente Setúbal de Volta, Chega e PS. A CDU votou contra.
Depois de Alcochete, Almada, Barreiro e Moita foi a vez do município de Setúbal decidir deixar a Associação de Municípios da Região de Setúbal (AMRS), depois da proposta apresentada pela própria presidente, Maria das Dores Meira, ter merecido a votação favorável do movimento independente Setúbal de Volta, do Chega e do Partido Socialista. A CDU votou contra.
Entre os argumentos apresentados, Dores Meira justificou a decisão de saída da referida associação por considerar que a mesma tem “elevados custos associados”.A presidente da Câmara de Setúbal lembrou ainda que o contributo da Câmara de Setúbal para a associação era de “235.400 euros por ano”, o que representaria um valor total de “941.600 euros no atual mandato autárquico”.
De referir que a saída dos municípios de Almada, Barreiro e Moita, todos liderados pelo Partido Socialista, aconteceram no ano de 2022, tendo Alcochete, também com executivo socalista, concretizado a sua decisão já em maio deste ano.
Maria das Dores Meira alegou também que a associação “deveria ter revisto o seu papel, as suas prioridades, e que até poderia ter assumido o papel de motor de constituição da CIM”.
Na referida reunião foi ainda aprovada a constituição da Comunidade Intermunicipal (CIM) da Península de Setúbal.
“A constituição da nova CIM da Península de Setúbal vai propiciar a toda a região uma maior escala de benefícios relativamente a fundos europeus para projetos de desenvolvimento económico, social e ambiental”, disse a presidente do município, a independente Maria das Dores Meira, que apresentou a proposta do executivo camarário.
A autarca setubalense lembrou que ao longo de muitos anos houve um empenhamento da sociedade civil e dos municípios da região na constituição das NUT (Nomenclatura das Unidades Territoriais para Fins Estatísticos) 2 e 3 da Península de Setúbal e que a região foi prejudicada na atribuição de apoios comunitários desde que foi integrada nas NUT da Área Metropolitana de Lisboa (AML).






