O presidente da Câmara Municipal de Beja quer que o Governo antecipe os prazos de conclusão da A26 e da electrificação da via férrea até Casa Branca, de modo a melhorar a qualidade das acessibilidades na região.
Estes são alguns dos temas que constam de um documento político que Paulo Arsénio, pretende entregar ao primeiro-ministro, António Costa, amanhã, à margem da Cimeira dos “Amigos da Coesão” da União Europeia, que decorre em Beja.
“A câmara sempre tem estado empenhada nestes assuntos, mas esta cimeira dá-nos a oportunidade de falarmos direta e pessoalmente com o primeiro-ministro, durante alguns minutos, de uma forma mais recatada”, afirmou à Lusa o autarca.
Paulo Arsénio disse que pretende entregar a António Costa este “documento que está preparado, que não é técnico, é político”, em defesa de Beja e do Baixo Alentejo, no âmbito do qual as acessibilidades estão em destaque. “O que dizemos ao primeiro-ministro é que, de facto, há aqui acessibilidades que precisam de intervenção muito urgente e explicamos porquê. E o primeiro-ministro sabe destes problemas e destas insuficiências de Beja, conhece-as plenamente”.
A Câmara de Beja quer que o Governo se comprometa “com uma calendarização exequível das obras de conclusão da primeira fase da A26, entre Beja e Sines, e da eletrificação da linha ferroviária entre Casa Branca e Beja”, projetos já incluídos no Plano Nacional de Investimentos (PNI) para o período 2021 a 2030, defendendo mesmo a antecipação dos “prazos-limite”.
“A eletrificação da ferrovia está prevista terminar em 2025 e a estrada A26 em 2028. O que queremos é que os projetos se façam desde já para que, assim que o próximo quadro comunitário de apoio entre em execução, lá para 2022, estas obras sejam das primeiras a arrancar e, assim, possam ficar prontas mais cedo”, defende o autarca.
Paulo Arsénio reivindicou também da Infraestruturas de Portugal (IP) “a manutenção urgente da Estrada Nacional 121, entre Beja e Ferreira do Alentejo”, que está “em mau estado”.
A Cimeira dos “Amigos da Coesão” tem já presenças confirmadas de 13 chefes de Governo e de Estado de países da União Europeia, além dos comissários europeus do Orçamento, Johannes Hahn, e Coesão e Reforma, Elisa Ferreira. A câmara municipal “anfitriã” argumentou que a cimeira prestigia “a centralidade de Beja e a sua posição estratégica e tira proveito e dá relevância ao Aeroporto de Beja como decisivo na sua escolha”.



