O empreendimento fornece água potável a nove concelhos do distrito de Portalegre, mas o contrato entre o Estado e a EDP chegou ao fim, assim como a produção de energia.
A Câmara Municipal de Castelo de Vide quer chegar a um rápido acordo com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) para poder passar a gerir os cerca de 16 hectares em redor da Barragem de Póvoa e Meadas e, em consequência, poder tomar medidas e iniciativas que melhorem a quantidade e a qualidade da água que dali sai para as populações de nove concelhos do distrito de Portalegre.
Com quase 100 anos de existência, a Barragem de Póvoa e Meadas tem estado vocacionada para o abastecimento público de água e também para o fornecimento de energia elétrica. No entanto, o contrato entre o Estado e a EDP chegou ao fim. Posteriormente, foi lançado um concurso, mas o mesmo ficou deserto, não tendo surgido qualquer entidade que quisesse continuar a prestar o serviço de fornecimento de energia.
Face às circunstâncias, de acordo com o autarca António Pita, a Câmara de Castelo de Vide quer fazer a gestão de todo o espaço envolvente da barragem, sendo que num total de 16 hectares, apenas 1,5 lhe pertencem.
Para o edil, o ideal seria que o município conseguisse obter um contrato de “40, 50 ou 60 anos” de modo a que a gestão do espaço pudesse ser feita sem que fosse posta em causa a qualidade do abastecimento de água às populações.
As reuniões com a APA, segundo António Pita, vão prosseguir.



