OM alerta para o perigo de Portalegre ficar sem médicos

Há várias especialidades que podem ficar desertas. A própria subsistência do hospital está agora em causa.

 

O serviço de saúde no Alto Alentejo corre o risco de, em breve, ficar sem um único médico em diversas especialidades, nomeadamente em medicina geral e familiar, obstetrícia, ginecologia e ortopedia.

O alerta foi dado pelo presidente da Ordem dos Médicos (OM) do distrito de Portalegre, Hugo Capote. O mesmo responsável, em declarações à Rádio Portalegre, endereçou culpas ao presidente da Associação Regional de Saúde, José Robalo, tendo sugerido a sua demissão por não se revelar capaz de solucionar a falta de pessoal.

“Sem médicos deixa de haver razão para existirem hospitais”, disse Hugo Capote durante a cerimónia de tomada de posse dos novos membros da Mesa da Assembleia e e do conselho da sub-região de Portalegre da OM.

Jaime Azedo, presidente cessante e que desempenhou o cargo de presidente da OM de Portalegre, referiu, por sua vez, que é cada vez mais difícil alertar os políticos para as carências clínicas da região.

O mesmo responsável mostrou grande preocupação em relação ao hospital de Portalegre, o qual, disse, “tem vindo a ser atacado, perdeu a identidade e está a braços com muitos problemas de difícil solução”.