Empresa de tratamento de resíduos sólidos passa a cobrar, em 2022, quatro milhões de euros, mais 1,5 milhões do custo atual. A culpa, refere, é do aumento generalizado de todos os custos e dos investimentos que serão efetuados.
A câmara do Seixal deverá aumentar, já a partir do próximo ano, a taxa relativa ao abastecimento público de água. A responsabilidade, diz a autarquia, é da Amarsul, empresa com quem a autarquia tem um acordo para gestão dos resíduos e que, para o mesmo período, irá passar a cobrar à autarquia quatro milhões de euros em lugar dos atuais 2,5 milhões.
O presidente do município, Joaquim Santos, disse ao Semmais que “para além de um aumento tão significativo, a Amarsul também já informou que, em 2023, a tarifa passará de quatro para seis milhões de euros”. “É um aumento que não compreendemos, tanto mais que consideramos que o serviço prestado piorou”, disse ainda o autarca, referindo-se, concretamente, às condições do atual aterro sanitário.
“O aterro do Seixal está cheio e deve encerrar. No entanto, a Amarsul continua a efetuar despejos. A empresa, atendendo ao bem-estar da população, deve procurar outra solução, até porque os aterros sanitários são considerados, atualmente, formas primárias de tratamento de resíduos. Existem, certamente, outras soluções bem mais ecológicas e nocivas”, afirmou.
Contactada a administração da Amarsul, esta referiu que “relativamente ao aumento das tarifas a cobrar aos municípios, o mesmo resulta da subida de custos operacionais e investimentos necessários para cumprimento das metas do PERSU2020, definidas a nível nacional, designadamente do reforço dos sistemas de recolha de proximidade através do aumento do número de ecopontos, da criação de ilhas junto aos contentores de recolha indiferenciada, da implementação da recolha seletiva porta a porta e assim o acréscimo de viaturas de recolha, bem como de trabalhadores para esse efeito”.
A empresa refere ainda que “todos os acréscimos não foram acompanhados pelos correspondentes aumentos de proveitos associados à venda de recicláveis e de energia previstos nas regras em vigor”. A administração da Amarsul acrescenta que “estas situações são transversais a todas as empresas de gestão de resíduos municipais, públicas ou privadas, estando a sua resolução dependente das políticas que venham a ser implementadas para o financiamento do setor. Não é uma questão que esteja exclusivamente dependente da gestão direta da Amarsul”, acrescenta.
Sobre a questão do aterro sanitário não foi acrescentada qualquer explicação.



