Em plenário, estrutura sindical ouviu trabalhadores reclamarem por melhores condições de trabalho e melhor remuneração. Greves e manifestações podem vir mesmo a acontecer
Os assistentes operacionais do Hospital de São Bernardo, em Setúbal, estiveram hoje reunidos em plenário com o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos (SINTAP), na sequência da entrega da declaração de escusa de responsabilidade, no início desta semana, à administração do Hospital.
“Esta é a situação miserável em que vivem as carreiras gerais dos trabalhadores de carreira nos Hospital de São Bernardo, no fundo de todos os hospitais do SNS neste país”, começou por dizer José Abraão, secretário-geral da Federação de Sindicatos da Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos (FESAP), presente para o plenário e dar a cara nas reivindicações dos assistentes operacionais.
“A esmagadora maioria ganha o salário mínimo nacional, que significa cerca de 600 euros em termos líquidos ao final de cada mês, trabalhando 10, 12, 14 horas consecutivas por falta de pessoal”, sublinhou o responsável.
No plenário, José Abraão apelou à união e luta daqueles trabalhadores, defendendo a luta da SINTAP, através da FESAP com negociações com o governo, para a revisão do congelamento das carreiras na área da saúde e a constituição das carreiras de técnico auxiliar de saúde e de técnico administrativo de saúde.
Do lado dos trabalhadores houve queixas de sobrecarga, devido à falta de pessoal, poucas condições de trabalho, remuneração baixa e horas extra não pagas. Os assistentes operacionais queixaram-se também de “falta de reconhecimento” por parte das entidades, considerando-se “parentes pobres da saúde”.
O líder da FESAP garantiu que a estrutura sindical tudo fará para defender os trabalhadores e que pedirá com a maior brevidade uma reunião com a administração do Hospital de São Bernardo.
José Abraão mostrou ainda esperança nas negociações com o governo para o próximo Orçamento de Estado, mas caso não exista entendimento ou algum compromisso com o governo para ir ao encontro das reivindicações, a estrutura sindical está preparada para reforçar a sua luta, “com a força e união dos trabalhadores”, recorrendo a “greves e manifestações”.



