Corrida assinala centenário da Praça de Touros de Alcácer do Sal este domingo

Tourada de “Gala à Antiga Portuguesa” tem início marcado para as 17h00, onde se vão lidar touros de Ascensão Vaz e terá ainda como atrativo um desfile, que parte uma hora antes, da rotunda 25 de Abril com destino à Praça

A Praça de Touros João Branco Núncio, no concelho de Alcácer do Sal, está a celebrar ano o seu aniversário. Aproveitando essa ocasião especial, o tauródromo acolhe este domingo uma grande corrida de Gala à Antiga Portuguesa.

Vão estar em praça seis cavaleiros, com seis estilos de toureio diferente para agradar todo o tipo de público. Em cartel estão João Moura Caetano, Marcos Bastinhas, Duarte Pinto, Andrés Romero, Francisco F.Núncio e Joaquim Brito Paes para líder um curro de touros da ganadaria Ascensão Vaz. Pegam dois históricos grupos de forcados, os amadores de Montemor e os amadores de Lisboa.

A corrida tem início marcado para as 17h00, mas o espetáculo começa uma hora antes. Da Rotunda 25 de Abril parte, pelas 16h00, um desfile até à Praça de Touros, onde vão participar os artistas em cartel, simulando as corridas dos tempos monárquicos.

Mandada construir em 1922 pelo criador Joaquim Mendes Núncio Júnior, a obra em tinha capacidade para cinco mil espetadores e veio substituir a frágil praça de madeira, segundo a autarquia, edificada “dois anos antes por um pequeno grupo de agricultores”, que “acabou por ruir”.

Na década de 50 é feito o levantamento do alçado superior da praça, a inclusão de galerias e camarotes cobertos e a adaptação do piso térreo para onze moradias que acolhessem famílias. A utilização deste espaço para a construção de casas particulares atribui-lhe um cunho social que não é comum nestes edifícios.

Em 1974 João Branco Núncio, que dá nome à praça e é figura incontornável do toureio mundial, concede a doação do espaço à Santa Casa da Misericórdia, tornando-se aquele o prédio urbano com maiores proventos para a instituição.

A lotação atual é de 4500 lugares, mas na praça não existe qualquer lugar com o número 13. “Supersticioso, João Branco Núncio nunca o permitiu”, sublinha o texto da autarquia.