Organização destaca o importante momento em que os produtores e público podem contactar de uma forma mais próxima, numa oportunidade para se divulgar e promover os produtos regionais.
Uma das principais montras de produtos regionais de Palmela, Sesimbra e Setúbal, o Festival Queijo, Pão e Vinho, que se realiza em S. Gonçalo, Cabanas, Quinta do Anjo, acontece entre os 31 de março e 2 de abril.
“Este é sempre um momento muito importante para um contacto direto entre os nossos produtores e os consumidores. Estamos a falar de pequenos produtores que dependem muito deste festival para mostrar e vender os seus produtos”, apontou Francisco Macheta, presidente da Associação Regional de Criadores de Ovinos Leiteiros da Serra da Arrábida (ARCOLSA), em conversa com o Semmais.
“A nossa região é muito rica e os prémios conquistados são sinónimo disso. Recentemente o Queijo de Azeitão DOP ficou no 43º lugar entre os melhores do mundo. A produção é artesanal, logo existe um cuidado maior e uma qualidade diferente da que encontramos nas superfícies comerciais”, sublinhou.
O peso do certame para a economia local e para a promoção dos produtos regionais é também destacado pela câmara que, garante “estar empenhada em afirmar cada vez mais estes produtos em Portugal e no estrangeiro, através da presença em certames turísticos alavancados numa estratégia de marketing territorial, ancorada na marca Palmela Conquista”.
“A competitividade dos nossos produtos exige uma cooperação permanente, a identificação de oportunidades de promoção e uma atenção muito particular aos desafios de futuro. É assim que temos trabalhado com os agentes do setor, e que vamos continuar a trabalhar”. referiu Luís Miguel Calha, vereador com o pelouro do Turismo da câmara de Palmela.
Na conversa com o nosso jornal, o responsável pela ARCOLSA lamentou as dificuldades transversais vividas pelo setor da agricultura. “Temos um grande aumento dos fatores de produção. As últimas contas, por exemplo, apontam para uma perda de mais de 4500 ovinos a produzir leite. Em 2021 comercializámos perto de 110 mil queijos. No final do ano passado passámos para 60 mil”, revela Francisco Macheta.
“A tutela não tem tido grande disponibilidade ajudar. A ministra não tem mostrado essa capacidade. Existem dinheiros comunitários para executar e que não foram libertados, por questões burocráticas e outras, pelo próprio ministério. É de lamentar”, sublinhou, apontando o dedo à tutela



