A Comissão Política Concelhia do PSD de Setúbal aprovou um perfil para o candidato à câmara que reforça a rejeição de um eventual apoio à candidatura da independente Maria das Dores Meira.
O documento que define o perfil do candidato do PSD, aprovado por unanimidade em reunião da Comissão Concelhia, defende que a escolha do partido deve representar uma “alternativa renovadora” e que deve recair sobre uma pessoa com um “percurso integro, sem suspeitas de ter praticado irregularidades ou de má conduta na gestão pública no exercício de funções autárquicas”.
No documento, a que a agência Lusa teve acesso, a Concelhia de Setúbal defende também que o candidato selecionado deve demonstrar total dedicação ao projeto autárquico e não integrar a lista de candidatos a deputados nas eleições legislativas de 18 de maio.
Defende ainda que o candidato do PSD “tem de ser uma figura respeitada pela sua atividade e experiência profissional e/ou académica, garantindo credibilidade junto dos eleitores” e que o partido não deve repetir candidaturas anteriores.
A serem cumpridos os princípios definidos pela estrutura local do PSD para a escolha do candidato à Câmara de Setúbal, fica excluído o eventual apoio à candidatura de Maria das Dores Meira, bem como eventuais candidaturas de deputados eleitos para a atual legislatura, como Fernando Negrão, Teresa Morais e Paulo Ribeiro, ou do atual presidente da Concelhia, Paulo Calado.
Na semana passada, a Concelhia do PSD já tinha assumido publicamente a discordância face ao eventual apoio do partido à candidatura da independente Maria das Dores Meira à Câmara de Setúbal, que seria uma das hipóteses que estaria a ser equacionada ao nível da Comissão Política Nacional do PSD.
A ex-autarca comunista, que foi presidente da Câmara de Setúbal pela CDU, entre 2006 e 2021, e que está a ser investigada por alegadas suspeitas de irregularidades no exercício de funções, já disse estar disponível para receber o apoio de todos os partidos democráticos.






