Habitação colaborativa

Esta vertente de investimento face a actual situação, está a exigir uma acção urgente, concreta e directa dos reponsáveis do poder Central e Local.

Aqui e além, por iniciativa desta ou daquela instituição, vão surgindo algumas iniciativas concretas no domínio deste conceito – que embora muito longe de ser novo – torna-se como algo inadiável.

Quando se fala aos quatro ventos na discriminação, é tempo de pôr em prática este importante tipo de equipamento social. O exemplo mais concreto e real vem dos países nórdicos, os quais há mais de meio século são possuidores.

Em Portugal, mas de uma forma diminuta e não sistemática, vão surgindo por alguém que com mais lucidez lida com esta crua realidade.

Contudo, cada vez mais a franja etária cresce na aclamação, e nem por isso as respostas aparecem numa preocupação em debular minimamente esta exigência.

É tempo de se enfrentar com clareza e prioridade esta chaga social, e de forma concreta detê-la com vista a um futuro mais humanista.

Para isso, é necessário encetar um novo caminho no diz respeito ao acolhimento daqueles que não têm recursos, vivendo na corda bamba da Vida.

O índice crescente de idosos e a escassez destes tradicionais equipamentos, são motivos fortes e incontornáveis para respostas que, já há muito tempo, tardam em tornarem-se realidade.

Não é justo nem verdadeiro, invocar falta de recursos financeiros pelos poderes instituídos quando assistimos a um indecoroso consumo de recursos em actividades que nada tem haver com o bem estar das populações pecando por excesso e virando a prática comum.

O tempo em que a sociedade tem que esperar e mendigar dos políticos a prática da solidariedade, já não faz sentido.

A habitação colaborativa, onde os idosos, e não só, disponham de autonomia e vontade de viver, têm que ter direito a um estatuto de vida digna e respeitosa, aliás consignado na nossa Constituição.

Embora inseridos na Comunidade Europeia, ainda não conseguimos a capacidade de assegurar um lugar respeitável ao lado dos parceiros, onde muitos venceram o imobilismo e alcançaram um patamar de desenvolvimento e progresso social, rumo a acolher com dignidade os mais idosos tendo como vector inovador a habitação colaborativa, materializado numa Europa mais solidária.

Urge a utilização mais correcta dos fundos comunitários, investindo-se nesta proposta inovadora com o objectivo de proporcionar um envelhecimento digno e de qualidade representando um importante reforço de um pilar de Abril.

Artur Vaz – Escritor