Politécnico de Setúbal dinamiza nova plataforma para potenciar coesão territorial

Projeto conta com o envolvimento de 14 municípios e cerca de duas dezenas de entidades. Investigação, empreendedorismo, inovação, responsabilidade social e desenvolvimento empresarial são os principais eixos da iniciativa.

O Instituto Politécnico Setúbal (IPS) tem em funcionamento, desde julho, a plataforma “Dinamiza”, uma interface digital que pretende ser um espaço de colaboração entre o Ensino Superior, o poder local e o tecido empresarial, social e cultural da península de Setúbal e Litoral Alentejano, e contribuir para a coesão territorial e o desenvolvimento sustentável.

A iniciativa arrancou com a adesão de mais de 30 parceiros, 14 municípios destes territórios, representando setores tão diversos como economia, saúde, inovação, empreendedorismo, emprego ou turismo. “A nossa intenção, em primeiro lugar, é a de promover o diálogo entre os vários agentes de desenvolvimento da região, e criar condições para a criação conjunta de soluções para os desafios mais prementes, da investigação à sustentabilidade, passando pela inovação e pelo desenvolvimento empresarial. Queremos criar uma colaboração ativa entre o instituto e os diferentes parceiros, com a missão de promover a formação, a investigação, a inovação e a transferência de conhecimento e tecnologia”, assinala ao Semmais Carlos Mata, vice presidente do IPS.

O projeto, que pode ser consultado em www.dinamiza.ips.pt, tem quatro eixos de intervenção, nomeadamente “investigação e desenvolvimento, empreendedorismo e inovação, projetos comunitários e responsabilidade social e desenvolvimento empresarial”.

Uma das principais tarefas da “Dinamiza” é, através do IPS, procurar responder aos desafios assinalados pelos parceiros. “Os nossos parceiros podem apresentar sugestões ou desafios e o instituto procurará dar resposta, através do envolvimento de docentes/investigadores, estudantes, ou das suas unidades de investigação e desenvolvimento. Existem entidades que, por exemplo, precisam de apoio para construir uma candidatura a financiamento comunitário, ou até mesmo para reforçar a sua empregabilidade”, acrescenta Carlos Mata.

Até ao momento, destacam-se os trabalhos já desenvolvidos com as Unidades Locais de Saúde, a AISET – Associação Industrial da Península de Setúbal e ainda com a Associação de Desenvolvimento Regional da Península de Setúbal (ADREPES). “Já reunimos com a administração da Unidade Local de Saúde Almada-Seixal, tendo em vista a área de ensino, formação e investigação. Aliás, já se encontra a decorrer um projeto com essa unidade, juntamente com a Unidade Local de Saúde da Arrábida, tendo em vista a utilização de Inteligência Artificial para a identificação precoce do cancro da mama e do pulmão. Realizámos também com a AISET um open day conjunto com o objetivo de identificar oportunidades de colaboração nas áreas da inovação/investigação, empregabilidade e desenvolvimento de competências. E fomos igualmente parceiros da ADREPES em duas candidaturas, no âmbito da Bolsa de Iniciativas dos Grupos Operacionais da Rede Rural/PAC”, revela.