O novo Presidente

Rei morto, rei posto, eis a versão portuguesa da expressão francesa “Le roi est mort, vive le roi”.

Na monarquia a sucessão dinástica, era aquando da morte de um soberano colocava-se no trono, de imediato, o seu sucessor direto, em parte o filho barão.

Na nossa Democracia, a sucessão do magistrado da Nação é feita no fim do seu mandato presidencial – por voto popular – conforme está consignado na nossa Constituição, sendo na sua posse feito o juramento e o seu cumprimento.

Este dever enraizado desde a aprovação da Nova Constituição Portuguesa em 1976 vem vincar a importância que se reveste o Presidente da Republica.

É bom recuarmos um pouco no tempo e refletirmos que António José Seguro – eleito à segunda volta – conseguiu junto dos portugueses e em especial na franja dos políticos democratas, perfi lhar uma hipótese credível na defesa da nossa Liberdade e Democracia – traves fundamentais do Portugal de Abril.

Embora não tendo poderes governativos, o novo Presidente poderá com as suas influências chamar à atenção de desvios do governo e juntamente com os partidos políticos com assento na Assembleia da República, num fraterno diálogo delinear medidas no sentido de uma melhor resolução dos problemas reais do país.

Matérias como Justiça, Habitação, Saúde, Educação e Lei Laboral, entre outras, são primordiais para o desenvolvimento de Portugal pondo um fim à sucessão de atos eleitorais que fortaleceram os arautos da desgraça usando todos subterfúgios perante o povo desprotegido, fomentando o descrédito no regime e a desestabilização política.

António José Seguro, fez constar de forma repreensível que iria residir na sua residência habitual, nas Caldas da Rainha, só se deslocando ao Palácio de Belém em casos excecionais. Essa sua opção pode-se tornar num alivio com significado no erário público. Senão vejamos, a permanência e financiamento da Presidência da República em Belém, envolve grandes custos inseridos no orçamento global da sua Casa Civil, que por cada ano cifra-se em muitos milhões de euros.

O novo presidente solidário e humanista, promete trabalho, exigência e a união entre todos os atores políticos, e tentar acabar com certas quezílias que mais não fazem do que semear a divisão nos portugueses.

Direi mesmo, um Homem do Povo ao serviço de um país que tem enfrentado o ruído e o mediatismo, sendo prioritário o reencontro com uma política mais serena, mais próxima e orientada para um progresso a longo prazo.

È tempo de todos os português verem na Presidência da República alguém que faça uso da função institucional, e uma palavra de ponderação no período de uma vivência de excessos aliada a uma precipitação desmedida, pedindo como terapia um antibiótico capaz de debular a vírose levando-nos a entrar num rumo certo.

Artur Vaz – escritor