Em comunicado, a câmara do Seixal refere que a decisão de cancelar o Seixal Motard foi tomada por unanimidade depois de reuniões com os vários motoclubes do concelho.
O Seixal Motard vai ser cancelado este ano, à semelhança do que já aconteceu com outras iniciativas, para canalizar verbas para a reconstrução de infraestruturas afetadas pelo mau tempo, revelou hoje a câmara municipal.
Em fevereiro, o município anunciou que iria cancelar este ano os eventos Festival do Maio, Seixal World Músico e Splash Seixal, a que se junta agora o Seixal Motard, regressando todas as iniciativas em 2027.
Em comunicado, a câmara do Seixal refere que a decisão de cancelar o Seixal Motard foi tomada por unanimidade depois de reuniões com os vários motoclubes do concelho.
“Com este gesto vamos recuperar mais rapidamente as infraestruturas danificadas pelas várias tempestades que ocorreram nos primeiros meses deste ano”, refere a autarquia.
Citado na nota, o presidente da câmara, Paulo Silva, refere que “a vertente solidária dos motoclubes do concelho ficou demonstrada pela anuência total a esta decisão”, bem como pela decisão de que “cada um dos motoclubes irá realizar uma iniciativa de angariação de fundos para serem doados às duas associações humanitárias dos bombeiros do concelho”.
Ainda segundo o autarca, o valor total dos prejuízos no concelho devido às intempéries ronda os 15 milhões de euros, tendo por isso o município decidido “de imediato alocar meios financeiros que estavam afetos a outras áreas à reconstrução das infraestruturas danificadas pelas tempestades”
“A atitude dos grupos motards do concelho do Seixal confirma uma vez mais o seu espírito altruísta, de compromisso com o concelho do Seixal e as suas gentes”, salienta Paulo Silva.
Segundo a autarquia, as intempéries provocaram danos em infraestruturas escolares, desportivas, culturais e rodoviárias um pouco por todo o concelho do Seixal.
Pelo menos 19 pessoas morreram em Portugal, seis das quais no concelho de Leiria, desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que fizeram também várias centenas de feridos, desalojados e deslocados. Mais de metade das mortes foram registadas em trabalhos de recuperação.
Os temporais, que atingiram o território continental durante cerca de três semanas, provocaram a destruição total ou parcial de milhares de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias, com prejuízos de milhares de milhões de euros.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.






