A Assembleia Municipal de Almada vai apreciar esta terça-feira uma moção de censura à liderança socialista da câmara, apresentada pelo PSD, que responsabiliza a autarquia pelas falhas no abastecimento de água no concelho.
Ponto único na ordem de trabalhos da reunião extraordinária da Assembleia Municipal de Almada, a moção de censura surge na sequência das sucessivas falhas no abastecimento de água, que afetaram milhares de famílias em todo o concelho, bem como muitos setores de atividade, particularmente a restauração e a hotelaria, entre outros.
Para o presidente da Comissão Política Concelhia de Almada do partido, o também vereador Paulo Sabino, “não houve planeamento adequado, não se investiu” e, por isso, surgiu este problema da falta de água.
A câmara de Almada, liderada pela socialista Inês de Medeiros, tem quatro elementos eleitos pelo PS, três pela CDU (PCP-PEV), dois pelo PSD e outros dois eleitos pelo Chega. Em minoria, o PS assinou um acordo de governação com a CDU.
A moção de censura do PSD, mesmo que seja aprovada, não é vinculativa e, por isso, não terá qualquer efeito prático na continuidade do executivo, mas Paulo Sabino espera que seja “um abre-olhos” para a presidente.
Desde o início do mês que têm ocorrido falhas no abastecimento de água no concelho de Almada, com especial incidência na Costa da Caparica, tendo a câmara municipal decretado situação de alerta.
Entre as medidas definidas pela autarquia estão o corte total do abastecimento de água durante a noite em determinadas zonas do concelho em períodos pré-anunciados e a proibição de todas as utilizações de água da rede pública que não correspondam a usos domésticos ou essenciais.
Para minimizar o impacto da falta de água no concelho, em particular na zona da Costa da Caparica, o executivo camarário já conseguiu reforçar o abastecimento de água ao município com dois novos furos, que estão a injetar na rede pública mais 120 metros cúbicos de água em cada hora.
No passado fim de semana, os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) de Almada anunciaram um reforço das ações de fiscalização para garantir uma “utilização responsável” de água e a identificação de “diversos pontos com perdas significativas”.
Os SMAS anunciaram também a realização de diversas ações para reparar diversos pontos com perdas significativas de água e detetar e eliminar ligações irregulares à rede pública, algumas destinadas à alimentação de sistemas de rega.
Foi ainda anunciado que as reservas médias de água em Almada se situavam nos 40%.
A reunião extraordinária da Assembleia Municipal, requerida pelo PSD, com o apoio do Chega e da Iniciativa Liberal, está marcada para as 21h00, na sala Pablo Neruda, no Fórum Romeu Correia, em Almada






