Concluído diagnóstico sobre segurança na estrada entre o Outão e os Galapinhos

Risco de queda de bloco rochoso Arrabida14

A área estudada abrange cerca de 82 hectares ao longo de aproximadamente 3,5 quilómetros de estrada. Os trabalhos incluíram recolha de informação histórica, levantamentos topográficos detalhados, inspeções no terreno, análise de imagens aéreas obtidas por drones e enquadramento dos instrumentos de gestão do território.

A fase de diagnóstico do estudo sobre as condições de segurança na Rua Círio da Arrábida, no troço compreendido entre o Hospital de Santiago do Outão e a Praia dos Galapinhos, foi concluída, anunciaram em comunciado a câmara de Setúbal, o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e a Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

O estudo, desenvolvido pela empresa COBA – Consultores de Engenharia e Ambiente, foi promovido por aquelas entidades em parceria com a Secil, na sequência da identificação, em fevereiro de 2023, de uma massa rochosa com cerca de cinco mil toneladas cuja instabilidade potencial representava um risco para os utilizadores da via, levando à interdição do trânsito.

A análise, tal como explica o referido comunicado, incidiu não apenas sobre a área da massa rochosa identificada, mas também sobre as zonas envolventes, de forma a determinar “os locais de maior instabilidade das arribas e avaliar o estado das estruturas de proteção existentes”. Segundo as entidades envolvidas, algumas dessas estruturas sofreram danos significativos devido às tempestades registadas durante o inverno de 2025/2026.

De acordo com a mesma nota, a área estudada abrange cerca de 82 hectares ao longo de aproximadamente 3,5 quilómetros de estrada. Os trabalhos incluíram recolha de informação histórica, levantamentos topográficos detalhados, inspeções no terreno, análise de imagens aéreas obtidas por drones e enquadramento dos instrumentos de gestão do território.

“As situações de instabilidade foram classificadas em diferentes níveis de perigosidade, permitindo definir as intervenções necessárias para reforçar a segurança”, salienta o referido comunicado.

Com a conclusão do diagnóstico, teve início a fase final do estudo, dedicada à definição de soluções de engenharia que integrarão o futuro projeto de execução.

“Estas soluções procuram reduzir o risco de acidentes e criar condições para a reabertura do troço interdito, com especial atenção à massa rochosa que constitui o principal constrangimento à ligação rodoviária entre Setúbal e o Portinho da Arrábida”, explica a mesma nota.

As entidades responsáveis sublinham que as intervenções previstas procuram conciliar a segurança de pessoas e bens com a preservação dos valores ambientais e paisagísticos do Parque Natural da Arrábida.