IPS e Start Campus acordam qualificação tecnológica em Sines

Protocolo IPS Start Campus

Em comunicado, o IPS explicou que esta parceria surge após a criação da Escola Superior de Sustentabilidade, Indústria e Tecnologias Digitais (ESSITD), em Sines, permitindo aproximar “o ecossistema académico do setor industrial”.

O Instituto Politécnico de Setúbal (IPS) e a empresa Start Campus, em Sines, assinaram um acordo de colaboração para reforçar a qualificação de profissionais na área tecnológica e responder à necessidade de recursos humanos, foi hoje anunciado.

Em comunicado, o IPS explicou que esta parceria surge após a criação da Escola Superior de Sustentabilidade, Indústria e Tecnologias Digitais (ESSITD), em Sines, permitindo aproximar “o ecossistema académico do setor industrial”.

O protocolo, assinado na terça-feira, prevê o desenvolvimento de formações conjuntas “alinhadas com as necessidades de qualificação” do megacentro de dados, liderado pela Start Campus.

Segundo o IPS, este investimento “exige uma estratégia sustentável de captação e fixação de profissionais qualificados a longo prazo”.

No entender da presidente do IPS, Ângela Lemos, o litoral alentejano “é um território estratégico para o país, dos pontos de vista industrial, energético, portuário e logístico”.

Apesar disso, tem permanecido há décadas “sem uma presença estruturada de Ensino Superior público”, realçou.

“Queremos uma escola politécnica próxima, orientada para a resolução de problemas concretos, construída em articulação com os parceiros e comprometida com o desenvolvimento económico, social e ambiental da região”, sublinhou a responsável, citada no comunicado.

Por seu lado, o presidente da Comissão Instaladora da ESSITD do IPS, João Pires, considerou esta cooperação com o tecido económico de Sines “essencial para perspetivar o futuro, formar o talento local e abrir as portas à internacionalização”.

Já o diretor de Operações da Start Campus, Luís Rodrigues, também citado no comunicado, destacou a importância de preparar “pessoas que aprendem fazendo”.

“Não se constrói um dos maiores centros de dados da Europa sem, ao mesmo tempo, desenvolver a capacidade técnica necessária para o sustentar nos próximos 20 ou 30 anos”, sustentou.

Também a responsável pelos Recursos Humanos da empresa, Carla Calisto, justificou a parceria com a escassez de profissionais especializados e defendeu a responsabilidade das empresas na criação de respostas de qualificação.

“Se queremos mais talento local, temos de investir localmente. E isso começa muito antes do processo de recrutamento”, afirmou.

A Start Campus está a construir e a operar o projeto SINES DC, um campus de centros de dados de 1,2 GW (Gigawatts) em Portugal, num investimento de 8,5 mil milhões de euros.