Nova Bienal de Arte e Ciência quer afirmar Odemira como espaço de criação

A primeira edição da Bienal de Arte e Ciência de Odemira (BO) vai decorrer ao longo deste fim de semana, para afirmar este concelho do distrito de Beja como “espaço de criação contemporânea”, divulgou a câmara.

A “edição zero” da BO vai realizar-se, entre sábado e segunda-feira, em diversos espaços situados nas localidades de Odemira, Vila Nova de Milfontes, Sabóia e São Luís, numa organização do município, com curadoria de Hugo Cruz.

A iniciativa, que tem como mote “Tentemos”, pretende “reforçar a visibilidade da criação existente no território e afirmar Odemira como espaço de criação contemporânea e intercâmbio internacional”, revelou a autarquia, em comunicado enviado hoje.

Segundo o presidente da câmara municipal, Hélder Guerreiro, citado no comunicado, o objetivo é que a BO “seja muito mais do que um novo evento cultural” neste concelho.

“Queremos criar uma plataforma de encontro e reflexão, capaz de aproximar diferentes disciplinas, gerações e comunidades e de colocar Odemira no diálogo com outras regiões e com o mundo”, frisou.

Artistas, investigadores, profissionais da cultura e comunidades locais vão participar, longo dos três dias, neste evento, que conta no programa com conversas, caminhadas, oficinas, instalações, concertos, performances e encontros.

A sessão de abertura está agendada para sábado, às 15:00, no Jardim Sousa Prado, na sede de concelho, momento em que será também apresentada a nova Bolsa Internacional de Criação Artística Madalena Victorino.

O primeiro dia conta ainda, entre outros destaques, com a abertura de “Selva Coragem”, uma instalação do Teatro do Frio construída com plantas emprestadas por moradores de Odemira, a conversa “Tentemos confluências entre arte e ciência”, com diversos oradores, e a oficina participativa “Party Lab”, por Álvaro Valls.

No domingo, terão lugar a conversa “Tentemos o lugar”, sobre “as múltiplas formas de habitar, interpretar e transformar a paisagem”, e a oficina participativa “Música das Esferas”, com Álvaro Valls.

A inauguração da instalação “(enlaça o ficar!)”, de Carlos Noronha Feio, que parte das paisagens, histórias e comunidades de Odemira “para refletir sobre permanecer, pertencer e criar laços”, e um concerto do multi-instrumentista Adam Bem Ezra são outros dos destaques no programa no segundo dia da bienal.

A ‘edição zero’ da BO termina na segunda-feira, dia em que será apresentada “Tentemos”, uma criação da ondamarela com a comunidade de Odemira e que conta com a participação da fadista Gisela João, seguindo-se um jantar comunitário.

O programa inclui igualmente o Encontro Internacional de Programadores e Curadores, que vai juntar profissionais nacionais e internacionais, para dar a “conhecer o ecossistema artístico de Odemira, promover redes e criar novas oportunidades de colaboração”.