Montijo estreia festival que põe ilustração e banda desenhada no centro da cidade

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Exposições, workshops, mesas redondas e encontros com autores marcam a primeira edição da iniciativa, que ocupa vários espaços do centro do Montijo e aborda também o impacto da inteligência artificial na criação artística.

O Montijo recebe este fim de semana a primeira edição do Festival de Ilustração e Banda Desenhada, com uma programação distribuída por vários espaços do centro da cidade. Organizada pela União das Freguesias de Montijo e Afonsoeiro, em colaboração com a Associação Tentáculo e com o apoio da câmara municipal, a iniciativa pretende aproximar autores, leitores e todos os interessados nestas duas áreas artísticas.

A criação do festival resulta de um conjunto de atividades ligadas à banda desenhada que têm vindo a realizar-se no concelho, entre as quais ações de formação que ajudaram a juntar interessados e contribuíram para o aparecimento do coletivo TágIIde.

“Começámos a sentir que aqui no Montijo havia muita gente interessada, até alguns profissionais. Temos autores e ilustradores e então quisemos criar este evento”, explica ao Semmais Eduardo Martins, do executivo da União das Freguesias de Montijo e Afonsoeiro.

A iniciativa junta a banda desenhada à ilustração, duas áreas que, segundo o responsável, podem “despertar a imaginação e aproximar o público dos autores”.

As exposições estarão distribuídas por diferentes espaços da cidade. O Museu Municipal Casa Mora recebe trabalhos de Raquel Russo, Ana Margarida Matos e Gonçalo Fernandes, enquanto o coletivo TágIIde apresenta uma retrospetiva na Capela de Santo António. A Biblioteca Municipal Manuel Giraldes da Silva acolhe outras propostas, incluindo trabalhos de autores galegos.

Workshops e inteligência artificial

A programação inclui ainda workshops dedicados a diferentes vertentes da banda desenhada e da ilustração, desde a construção de personagens à narrativa sequencial e às fontes de inspiração. Mesas-redondas, apresentações e sessões de autógrafos completam o programa.

Um dos temas em debate será o recurso à inteligência artificial na criação artística. Eduardo Martins considera importante discutir a utilização destas ferramentas, mas também incentivar os mais jovens a desenvolver competências de desenho, ilustração e outras formas de expressão criativa.

Outro dos momentos do festival será o lançamento de “Viagens Fantásticas”, a terceira antologia do TágIIde. A publicação reúne histórias dos elementos do coletivo e foi preparada para ser apresentada durante a iniciativa, com o apoio da autarquia.

Sem avançar uma estimativa de visitantes, Eduardo Martins revela que a divulgação tem sido feita junto das escolas do concelho, particularmente entre turmas ligadas às áreas artísticas.

A intenção é dar continuidade ao festival e aumentar progressivamente a sua programação. Para o próximo ano está já prevista a criação de um concurso de banda desenhada, que não avançou nesta primeira edição devido às limitações dos espaços disponíveis.