AISET destaca evolução positiva do volume de negócios na península

Os grandes projetos nacionais e internacionais em carteira poderão ajudar a alavancar a economia do multifacetado setor industrial de toda a região. O aeroporto, os centros de dados ou as linhas de alta velocidade são exemplos apontados.

O crescimento económico das empresas do distrito é um aspeto no qual a Associação da Indústria da Península de Setúbal (AISET) acredita que se possa consolidar até final do ano, seguindo, de resto, a tendência já verificada em 2025 e mesmo tendo em conta as turbulências internacionais que têm provocado aumentos nos custos de produção devido aos sucessivos aumentos dos combustíveis.

“As perspetivas são positivas sendo que o ano de 2026 traz maior turbulência em função dos conflitos internacionais que causam elevados impactos em matéria de energia, logística marítimo-portuária e, através do aumento das taxas de juro, em toda a economia”, disse ao Semmais o diretor geral da AISET, Nuno Maia.

O mesmo responsável entende que existe uma forte possibilidade de crescimento e dá como exemplos alguns projetos de dimensão nacional e internacional capazes de dimensionarem toda a indústria do distrito. “Os grandes investimentos em infraestruturas como o Aeroporto Luís de Camões, a Terceira Travessia do Tejo ou a Alta Velocidade Porto-Lisboa e Lisboa-Madrid vão com certeza promover o investimento nacional e estrangeiro em novos sectores com a industria farmacêutica, as biotecnologias, os novos materiais, a indústria aeronáutica que vão, por sua vez, fomentar a instalação de novos trabalhadores e das suas famílias, regenerando o tecido sócio-demográfico regional”, afirmou.

Salientando o crescimento económico verificado e traduzido no aumento do volume de negócios, Nuno Maia diz que “o facto de a Indústria da península de Setúbal evidenciar um alargado portfólio de empresas e setores, permite mitigar o risco em caso de adversidade, pois a multiplicidade de sectores e respetivos mercados onde atuam mitiga, de alguma forma, o risco na medida em que eventuais crises e dificuldades não atingem todas as empresas e sectores de forma igual e em simultâneo”.

Falando ainda sobre o futuro imediato de muitas indústrias do distrito, o diretor geral da AISET refere que “a península de Setúbal é um território industrial de excelência, dos poucos que o país possui, que encerra um grande potencial de crescimento em volume e em valor acrescentado, se for ultrapassando só desafios de descarbonização, eficiência energética, digitalização e circularidade que se colocam à indústria, melhorando as suas condições competitivas nos mercados internacionais”.

Nuno Maia acrescenta depois que a proximidade e capacidade do porto de Setúbal, que tem um Plano de Investimentos previsto no âmbito do Programa Portos 5+, traz acrescida competitividade às diversas indústrias e que pode ser reforçada através de investimentos em novos sectores como os Centros de Dados em complemento a Sines, plataformas logísticas, indústria de defesa e energias renováveis, como a eólica flutuante ou a produção e reciclagem de baterias de lítio.