A transação estabelece que a Embraer, a terceira maior fabricante de aeronaves do mundo que está implementado em Évora, fica com 20 por cento do capital, enquanto a Boeing com os restantes 80%.
O órgão de controlo do Governo brasileiro rejeitou ontem, 19 de fevereiro, o recurso interposto, na semana passada, pelo Ministério Público Federal (MPF) contra a compra de parte da fabricante de aeronaves Embraer pela norte-americana Boeing, pelo que a operação foi definitivamente aprovada.
Pelo acordo, anunciado em 2018 e aprovado pelos acionistas das duas empresas em 2019, a Embraer vende 80% de sua divisão de aeronaves comerciais por 3,9 mil milhões de euros à norte-americana Boeing, líder do setor e que terá o controlo da nova sociedade. A companhia brasileira ficará com os 20% restantes da nova empresa, avaliados em 4,87 milhões.
As duas empresas, num segundo acordo, também aprovaram a criação de uma joint venture, voltada para a produção da aeronave de transporte militar KC-390, sendo que a primeira unidade já foi entregue à Força Aérea brasileira. Nessa joint venture, a Embraer terá uma participação de 51% e a Boeing 49%.
Contudo, os negócios da Embraer em aeronaves militares e aviões executivos permanecerão sob controlo brasileiro.
A Embraer é fabricante e líder mundial de aeronaves comerciais com até 150 assentos e tem mais de 100 clientes em todo o mundo. A empresa mantém unidades industriais, escritórios, centros de serviço e de distribuição de peças, entre outras atividades, na América, África, Ásia e Europa. Em Portugal, no Parque de Indústria Aeronáutica de Évora, funcionam duas fábricas, sendo que também é acionista da OGMA – Indústria Aeronáutica de Portugal, com 65% do capital, em Alverca.
Recorde-se que Portugal acordou, no ano passado, a compra à Embraer de cinco KC-390 Millenium, que irão substituir os Hérculos C-130, por um valor de 827 milhões de euros.



