Lar evacuado por precaução após rio inundar baixa de Alcácer do Sal

623135908 122112746883184157 7685585861036763249 n

O lar de idosos foi evacuado, ao final da tarde de ontem, por uma questão de precaução, tendo sido retirados os 20 idosos utentes da instituição, que foram levados para uma outra estrutura, situada na zona alta da cidade e para casa de familiares.

O Município de Alcácer do Sal evacuou preventivamente um lar de idosos na baixa da cidade, ao final da tarde de ontem, após o Rio Sado ter galgado as margens e inundado a zona.

“Estamos aqui em Alcácer do Sal, neste momento [por volta das 19h10] com a avenida completamente tapada, o Mercado Municipal também já com alguns centímetros de água [e] tivemos de fazer a evacuação do lar da AURPICAS, através dos bombeiros”, disse à agência Lusa o vereador com o pelouro da Proteção Civil, António Grilo.

Segundo o mesmo vereador da câmara, o lar de idosos foi evacuado, ao final da tarde de ontem, por uma questão de precaução, tendo sido retirados os 20 idosos utentes da instituição, que foram levados para uma outra estrutura, situada na zona alta da cidade e para casa de familiares.

Segundo o autarca, o Rio Sado apresenta, nesta altura, “um volume de massa de água brutal”, em virtude das descargas das barragens de Odivelas, no concelho de Ferreira do Alentejo, distrito de Beja, e de Vale do Gaio e Pego do Altar, no concelho de Alcácer do Sal, distrito de Setúbal.

Além disso, “a maré [do rio está] a subir neste momento, até à meia-noite [pelo que] vamos ter aqui um volume de água superior”, alertou.

“Com as barragens a descarregar, com a previsão de chuva a partir das 21h00, estamos a preparar-nos para um cenário muito desfavorável nas próximas horas”, vaticinou o vereador.

António Grilo realçou à Lusa que a zona baixa da cidade de Alcácer do Sal está “totalmente intransitável” e “com um volume de água bastante considerável”, o que levou ao seu encerramento, por volta das 17h00.

Questionado sobre a existência de riscos em habitações e na zona de comércio situados na baixa, o autarca disse que irá “depender do volume de água que possa cair”, sendo que “a meia-noite será o pico” da maré.

Ainda assim, está a ser mobilizado “o máximo de recursos humanos do município” e a serem efetuados “contactos personalizados com os comerciantes da zona baixa da cidade, no sentido de eles próprios começarem a ter algumas ações preventivas nas próximas horas”, avançou.

Essa prevenção, exemplificou, passa por “elevar alguns dos equipamentos que têm dentro dos seus espaços comerciais, criar algumas barreiras à entrada, junto de portas e janelas” para evitar a “entrada da água”, apesar de, neste momento, não ser “certo que venha a ser necessário”.

A passagem da depressão Kristin pelo território português deixou um rasto de destruição, causou cinco mortos e vários desalojados.

Os distritos mais afetados foram Leiria (por onde a depressão entrou no território continental), Coimbra, Santarém e Lisboa.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

A Proteção Civil está em estado de prontidão especial de nível 4, o máximo, em toda a orla costeira entre Viana do Castelo e Setúbal, e há avisos meteorológicos vermelhos (nível mais grave) em toda a costa do continente.