A presidente da câmara de Alcácer do Sal, Clarisse Campos (PS), retirou os pelouros ao vereador Mário Caixas, também eleito pelo partido, invocando perda de confiança política.
Num despacho da câmara, datado do 10 deste mês, consultado esta quinta-feira pela agência Lusa, Clarisse Campos salientou que “a confiança política essencial” na fase de recuperação e reconstrução de Alcácer do Sal, após as cheias, no vereador Mário Caixas já “não existe”.
No documento, a autarca, a cumprir o seu primeiro mandato, justificou que a designação do vereador “em regime de permanência”, assim como a atribuição de pelouros e a delegação e/ou subdelegação de competências, assentavam “numa relação de especial confiança política e institucional”.
Nesta fase, exige-se “um alinhamento estratégico, uma unidade de ação e um reforço da coordenação política e administrativa” que assegure o “interesse público” e a “adequada gestão dos recursos municipais”, pode ler-se.
“O Município de Alcácer do Sal atravessa um período particularmente exigente na sequência das recentes inundações que afetaram o território municipal, impondo uma resposta institucional coesa, célere e plenamente articulada entre os membros do executivo”, argumentou.
Com esta decisão, ao vereador eleito como independente pelo PS, nas eleições autárquicas de outubro do ano passado, foram igualmente retirados os pelouros que lhe haviam sido atribuídos em novembro de 2025.
A Lusa tentou falar com a presidente da câmara, Clarisse Campos, que se escusou a prestar esclarecimentos adicionais aos que constam no despacho, o mesmo acontecendo com o vereador Mário Caixas, que também não quis fazer declarações.
O PS conquistou a Câmara de Alcácer do Sal à CDU (PCP/PEV) nas eleições autárquicas de 2025, sendo o executivo municipal composto por três eleitos socialistas e dois da coligação liderada pelo PCP.






