30.º Festival Queijo, Pão e Vinho dá ‘sabor’e animação ao concelho de Palmela

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O festival dos produtos de qualidade de Quinta do Anjo viu os apoios financeiros serem reforçados para que tudo corra da melhor maneira. Atividades para todos os gostos constam na programação orçada em 50 mil euros. O recinto foi requalificado.

Os produtos de excelência de Quinta do Anjo, nomeadamente o queijo, o pão, o vinho, a fruta e a doçaria, irão estar em destaque na 30.ª edição do Festival Queijo, Pão e Vinho, que até domingo em S. Gonçalo, no concelho de Palmela. Marcarão presença seis queijarias, quatro produtores de pão, dezasseis de vinho e doze de bolos, compotas, mel e frutas. Há exposição de ovinos, equídeos, bovinos e caprinos.

O evento deste ano, orçado em 50 mil euros e composto por 39 expositores, espera receber entre 18 e 20 mil pessoas, caso as condições climatéricas ajudem. Segundo Francisco Macheta, presidente da ARCOLSA, o festival apresenta um espaço “acolhedor”, o qual é reconhecido em “toda a região”. Para saber a origem dos visitantes, a organização tenciona, este ano, solicitar os códigos postais, mas, o responsável admite que os visitantes deverão ser, em larga maioria, da “área da grande Lisboa”. Ali, o público procura “produtos de excelência, sem olhar a preços”, sublinhou Francisco Macheta, na semana passada, em conferência de imprensa realizada no recinto do festival.

Já a presidente da Câmara Municipal de Palmela, Ana Teresa Vicente, afirmou que o certame tem como meta principal “valorizar os produtores e os seus produtos de excelência”, sendo que com a sua participação neste evento os próprios reconhecem que acabam por ter “mais afirmação”.

A autarca sublinhou que o município duplicou o apoio para o festival deste ano, porque, além de promover o queijo de Azeitão, que é “esmagadoramente” produzido na freguesia de Quinta do Anjo, a iniciativa serve, também, para valorizar o território da Arrábida, que é Reserva da Biosfera e está dotado de uma “paisagem única”.

Nuno Valente, presidente da Junta de Freguesia de Quinta do Anjo, referiu que “a tradição e o futuro têm de estar lado a lado”, num evento de cariz “nacional e internacional”. Nesse sentido, a autarquia que preside sempre apoiará esta iniciativa. “Estamos cá para conservar o que é bom e atrai turistas à freguesia”. O apoio deste ano da Junta de Freguesia é superior a 2 300 euros.

Oferta para todos os tipos de público

Um dos pontos altos do certame é a Corrida de Ovelhas, iniciada em 2006, que costuma atrair “muitos visitantes”. Será nos dias 28 e 29, às 17h30. Outro ex-libris é o Treino Trail “Queijo, Pão e Vinho”, no dia 28, às 9h30, que no ano passado contou com a envolvência de cerca de quatrocentos participantes. A tosquia de ovelhas, manual e mecânica, é também atrativo nos dias 28 e 29, às 16 horas. Não esquecer os passeios de bicicleta e de BTT. No Museu do Ovelheiro, o público terá oportunidade de aprender a fazer queijo, com inscrição prévia na organização e o pagamento de quinze euros para adultos e oito para crianças, com oferta de entradas no festival que este ano terá o custo de dois euros.

No interior e exterior da tenda gastronómica poderá provar diversos petiscos e assistir a espetáculos com os Mod´Alentejo, Grupo Coral 1.º de Maio, Roda de Samba Mistura Boa, Orquestra Ligeira SIM, DJ Monchique, Grupo Alluahá e Escola de Dança Maria Navarro. No Picadeiro haverá batismos equestres, demonstrações com póneis miniaturas e demonstrações de aulas de equitação, enquanto no auditório serão apresentados os showcooking’s “A fogaça de Palmela e o moscatel roxo”, “A que sabe Sesimbra”, “O bolo de moscatel roxo”, “Rissol de queijo de Azeitão e queijos de ovelha” e “Cheesecake de queijo de Azeitão”, a cargo de Pedro Ascenção e Vitor Cruz.

No espaço infantil as crianças poderão se entreter com diversas atividades e participar nas oficinas, em conjunto com os seus familiares. “Há diversão e desafios garantidos para toda a família”, garante a organização.

Desde 2022 que o Festival Queijo, Pão e Vinho se assume como Eco-evento, por forma a tornar-se “mais sustentável” e amigo do ambiente. Para o efeito, “a recolha de plástico foi abolida através da utilização de copos recicláveis e em vidro”, sublinha Francisco Macheta, que acrescenta, ainda, que todo o recinto foi requalificado, e, no futuro, a intenção é alargar os espaços de estacionamento.