Veículos ligeiros circulam de forma condicionada na EN390 entre Cercal e Mil Fontes

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Empreitada promovida pelas Infraestruturas de Portugal permitiu a reabertura de parte da via, sendo feita a circulação apenas por veículos ligeiros, de forma alternada, sem semáforos e com prioridade para quem se apresenta vindo de Milfontes.

Desde o passado dia 14 que foi retomada a circulação automóvel, embora condicionada, no troço da Estrada Nacional 390 (EN390) entre o Cercal do Alentejo (Santiago do Cacém) e Vila Nova de Milfontes (Odemira). A via encontrava-se totalmente encerrada desde fevereiro, na sequência de uma derrocada, provocada pelo forte mau tempo que se fez abater um pouco por todo o país.

A empreitada promovida pelas Infraestruturas de Portugal permitiu restabelecer a ligação, que de momento é feita apenas por veículos ligeiros, de forma alternada, sem semáforos e com prioridade para quem se apresenta vindo de Milfontes. “Parte da paleta, no sentido central, foi preenchida com betão para dar um bocadinho de espaço à via; foi também retirado um pouco do talude que existia e abatidas algumas árvores, para assegurar algum espaço e assegurar a circulação enquanto as máquinas possam fazer a reconstrução do outro lado”, revela Carlos Rodrigues, presidente da junta de freguesia do Cercal do Alentejo ao Semmais.

Apesar de estar satisfeito com reabertura da estrada, o autarca lamentou que “alguns veículos pesados” se tenham aproveitado da situação e tenham “circulado naquela via”, podendo colocar em causa “o trabalho ainda fresco e frágil”. Assinalou que as autoridades foram avisadas dos ocorridos.

De referir que durante os trabalhos de recuperação, preocupações surgiram sobre a estabilidade daquela via, obrigando a uma empreitada mais complexa e profunda, do que aquela que se imaginava. “Depois da retirada da primeira camada de alcatrão verificou-se que existia muita água e lama na zona do talude. A IP e o empreiteiro tiveram de traçar um outro plano e optar para reforçar o talude, através de uma rede armada e uma estrutura mais sólida, em betão, para que o a estrada fique completamente suportada e em segurança”, explica o referido presidente da junta.

Obras decorrem a bom ritmo

Carlos Rodrigues, na conversa com o nosso jornal, demonstrou também o seu agrado com o cumprimento por parte da IP e ainda o envolvimento de diversas entidades, como da freguesia vizinha de Milfontes. Revela ainda que as obras estão a decorrer “a tão bom ritmo” e que a IP admitiu “antecipar o prazo” da conclusão das mesmas. “De momento está tudo a correr como planeado. A IP pensou mesmo antecipar esse prazo de 30 de julho, para reduzir a pressão nas outras vias e retomar a circulação de pesados, mas decidiram manter o prazo. Se a estrada continuasse fechada, com as máquinas a trabalhar à vontade, o tempo de obra seria inferior”, refere o autarca.

De acordo com o presidente as estradas alternativas a este troço são as vias de Cercal-São Luís-Milfontes, também encerrada a tráfego de pesados, ou Cercal-Sonega-Cabeça da Cabra-Ribeira da Azenha-Milfontes.