Ângela Lemos em novo mandato no IPS promete mais parceria na coesão regional

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Presidente reeleita, evocou Maria Emília Brederode dos Santos, destacou conquistas, e defendeu mais equidade no financiamento do Ensino Superior.

A presidente do Instituto Politécnico de Setúbal, Ângela Lemos, tomou posse para um novo mandato à frente da instituição, numa cerimónia que reuniu dirigentes do Ensino Superior, representantes do poder local e deputados eleitos pelo distrito.

Reeleita pelo Conselho Geral no passado dia 5 de março, a responsável abriu o novo ciclo com um balanço do mandato anterior, sublinhando o caminho de consolidação da instituição. “O mandato 2022-2026 foi um tempo de concretização, de investimento e de transformação”, afirmou, acrescentando que o IPS é hoje “uma instituição mais robusta, mais coesa e mais preparada para responder aos desafios do futuro”.

Entre os principais resultados alcançados, Ângela Lemos destacou a acreditação institucional com a classificação máxima atribuída pela Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior, considerando tratar-se de “um reconhecimento inequívoco da qualidade do trabalho desenvolvido”. Referiu ainda o reforço da investigação, com a criação de unidades reconhecidas pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia, que classificou como “um verdadeiro salto estrutural”, bem como o investimento em infraestruturas, de que é exemplo “a construção do novo edifício da Escola Superior de Saúde”.

A expansão para Sines foi igualmente apontada como um dos projetos estratégicos do próximo mandato. A futura Escola Superior de Sustentabilidade, Indústria e Tecnologias Digitais permitirá ao IPS, nas palavras da presidente, “reforçar a sua ligação ao território” e afirmar-se “como parceiro estratégico do desenvolvimento regional”.

Num discurso marcado por referências ao atual contexto de transformação do Ensino Superior, Ângela Lemos defendeu a necessidade de rever o modelo de financiamento do setor, apelando a maior equilíbrio entre os subsistemas universitário e politécnico. “Não há Ensino Superior de qualidade sem financiamento adequado. Não há coesão sem equidade”, afirmou. A dirigente sublinhou ainda que “é tempo de uma reflexão crítica, clara e responsável sobre o modelo de Ensino Superior que melhor serve o país”.

A sessão incluiu também uma evocação de Maria Emília Brederode dos Santos, antiga presidente do Conselho Geral, recentemente falecida, recordada como um dos “alicerces humanos e institucionais” do IPS.

Sob o lema “Construir o futuro, com coesão e compromisso”, o novo mandato assenta em seis eixos estratégicos, entre os quais o reforço do ensino, da investigação e inovação, a valorização das pessoas, a sustentabilidade institucional, o desenvolvimento regional e a internacionalização. “Queremos continuar a construir uma instituição aberta, inclusiva e capaz de responder aos desafios de um tempo exigente”, afirmou Ângela Lemos.

Na mesma cerimónia, foi reconduzida a equipa da presidência para o mandato 2026-2030, mantendo-se em funções os vice-presidentes, Carlos Mata, Luísa Carvalho, Pedro Ferreira e Rodrigo Lourenço e pró-presidentes, Catarina Delgado, José Luís Sousa e Raquel Barreira

A sessão solene foi aberta pelo presidente do Conselho Geral, Rui Marques, que destacou a missão da instituição. “O IPS tem uma missão extraordinária: criar futuro”, afirmou. “Liderar é repetidamente recomeçar e uma instituição viva é aquela que nunca cristaliza”, acrescentou, desejando à presidente e à sua equipa que “continuem a liderar com competência, visão e humanidade”.