João Merino, presidente da concelhia do Montijo do CDS-PP, é o primeiro candidato assumido à liderança distrital do partido, nas eleições agendadas para 29 de fevereiro.
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O dirigente, que no congresso nacional do último fim-de-semana foi eleito para a Comissão Nacional, integrando a lista do novo líder centrista Francisco Rodrigues dos Santos, disse ao Semmais que a decisão “estava tomada há mais de um ano”.
Segundo o próprio, a candidatura nasce da avaliação negativa que faz da ação da distrital (atualmente liderada por João Viegas), nomeadamente “uma enorme inatividade, inépcia e um muito mau relacionamento com as concelhias”.
O candidato afirma contar já com o apoio de “uma larga franja de concelhias”, nomeadamente as de Seixal, Barreiro, Sesimbra e Sines. “Marlene Abrantes, que no congresso nacional esteve ao lado de Filipe Lobo D’ávila, está ao nosso lado, porque a nossa intenção é unir o partido no distrito”, afiançou João Merino.
Sob o lema “O futuro começa agora”, o atual líder da concelhia do Montijo, promete “um projeto estruturado e mais aberto à sociedade civil”, ao mesmo tempo que garante “mais apoio e mais diálogo” entre todas as concelhias centristas. “Vamos também reestruturar o gabinete de estudos e dar mais ênfase à Comissão de Autarcas Distrital, de modo a fazer com que nas próximas eleições locais possamos eleger mais autarcas do CDS-PP”, afirmou ao Semmais.
Outra das intenções do candidato é “encontrar novos interlocutores em Grândola, único concelho do distrito onde não existe estrutura do partido. “Tudo faremos para que o eleitorado da região volte a acreditar no nosso projeto político”, pelo que, ao contrário do que tem acontecido com as últimas direções distritais, temos que usar as redes sociais, falar com as pessoas e com as instituições”, disse.
Entretanto, o atual líder da distrital, João Viegas, deverá ser recandidato, e o presidente da concelhia de Setúbal, Paulo Santos – que no último congresso nacional apoiou João Almeida – tem vindo a ser “muito pressionado” para entrar na corrida à distrital, por ser, segundo fontes contatadas pelo Semmais, “o mais capaz de unir as várias correntes dentro do partido na região de Setúbal”.



