A pandemia de Covid-19 continua a não dar tréguas no distrito de Setúbal, onde o número de pessoas infetadas nas últimas 24 horas subiu para 365. Os números somam os dados que constam do relatório diário da Direção Geral de Saúde (DGS) e as informações das autarquias.
Por concelhos, constata-se que o Seixal tem agora 92 pessoas doentes, enquanto que Almada contabiliza 91. No Barreiro existem 53 casos confirmados e em Setúbal são 34. A Moita tem 29 casos confirmados, o Montijo 22 e Palmela 11. Menos problemáticos, mas ainda assim muito preocupantes, são as situações em Sesimbra, com dez confirmações, e Alcochete, com cinco.
Nos concelhos de Grândola, Sines e Santiago do Cacém, que administrativamente estão inseridos no distrito de Setúbal apesar de localizados na região do Alentejo, continuam a subsistir disparidades entre os números revelados pela DGS e os revelados por algumas autarquias. A situação mais caricata é a que se regista em Grândola, onde as entidades estatais dizem existirem apenas três infetados e a câmara municipal reporta dez, mais dois dos que existiam na quinta-feira. Em Sines, por sua vez, a DGS dá conta de três doentes, mais um do que os que são contabilizados pelo município.
As cifras nacionais da pandemia continuam a ser negras. Na região Norte contabilizaram-se 5899 doentes e 130 mortos. No Centro os números são agora de 1286 infetados e 61 vítimas. Na área de Lisboa e Vale do Tejo estão registados 237 pacientes e 51 óbitos. O Alentejo, que até agora não tinha mortes a lamentar, conta agora com a primeira vítima, tendo o número de casos positivos subido para 62, enquanto que no Algarve as estatísticas mostram que existem 179 infetados e três mortos. Nos Açores (63 doentes) e na Madeira (50), ainda não se registaram falecimentos.
Os números da DGS dizem também existem agora 9886 pessoas infetadas no país, das quais 1058 estão internadas e, destas, 245 nos cuidados intensivos. O número de pessoas recuperadas mantém-se inalterado: 68.
A gravidade da situação acabou mesmo por ser reconfirmada pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que nas declarações proferidas após ter anunciado o prolongamento do período de emergência por mais 15 dias, disse que os “números vão continuar a subir. Além disso considerou que o momento atual é o mais complicado que o país atravessa nos últimos 45 anos, dizendo ainda, tal como o primeiro ministro, António Costa, que é aguardado um agravamento da pobreza, da desigualdade social e da crise.
A principal mensagem de esperança por ser deixada pelo secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, que na habitual conferência de imprensa diária para dar conta do ponto da situação, referiu que existem cerca de uma centena de empresas nacionais que aguardam a certificação para começarem a produzir máscaras de proteção. O mesmo responsável disse ainda que muito em breve deverão chegar ao país mais toneladas de equipamentos de proteção.




