Número de doentes no Alentejo dispara para os 125

As autoridades nacionais de saúde admitem que pode haver uma segunda vaga da pandemia.

Bastaram 24 horas para que o número de infetados com Covid-19 no Alentejo (e no país) subisse drasticamente. Há agora 125 doentes na região, mais 31 do que na véspera. Apesar de não existirem ainda mortes a lamentar, o risco do aumento do contágio é real. As autoridades nacionais de Saúde temem que exista uma segunda vaga da pandemia.

Na listagem diária fornecida pela Direção Geral de Saúde (DGS), que inclui os concelhos com três ou mais casos oficialmente confirmados, já se contam oito municípios alentejanos. Há, de resto, cada vez mais vilas e cidades a preparem instalações para receberem doentes. É esse, por exemplo, o caso do Crato (Portalegre) que mesmo não tendo ainda doentes confirmados, tem já 100 camas prontas e distribuídas por dois locais diferentes do concelho.

O relatório de situação da DGS diz que há 21 doentes confirmados em Évora e já 17 em Serpa, que na véspera tinha apenas seis registos. O terceiro concelho mais afetado é Reguengos de Monsaraz, com oito infetados. Seguem-se Beja, com cinco, Portalegre e Elvas, ambas com três. Em Moura já estão confirmados dois pacientes (ambos da mesma família) e em Odemira existem pelo menos mais duas pessoas que testaram positivo. Em Ferreira do Alentejo (freguesia de Figueira dos Cavaleiros) há registo de um doente, assim como em Mourão.

Nos concelhos alentejanos que integram o distrito de Setúbal continuam a existir disparidades. Em Grândola, por exemplo, a DGS fala em três doentes, enquanto a câmara municipal refere dez casos. Já em Sines os dados das autoridades nacionais apontam para quatro doentes, enquanto o município reporta dois. Existem oito doentes em Santiago do Cacém e cinco em Alcácer do Sal, que na véspera tinha apenas dois.

A nível nacional há a lamentar mais 26 mortos, sendo agora o número total de 435. Os doentes confirmados são agora 15.472, estando 1179 internados e, destes, 226 em unidades de cuidados intensivos.

Por regiões o Norte continua a ser a mais problemática. Tem agora 8897 doentes e 240 mortos. No Centro contam-se 2197 infetados e 107 vítimas mortais. Lisboa e Vale do Tejo já tem 3821 residentes com testes positivos e 78 óbitos. No Algarve o número de falecimentos é de oito enquanto que os doentes são 279 e, no Açores, há 94 doentes e duas vítimas. A Madeira é agora a região menos afetada, contando 59 infetados e nenhum morto.

Nas estradas continua a estar montado um dispositivo que inclui cerca de 35 mil efetivos da GNR e da PSP, os quais impedem a viagem de todos os que tentam sair do seu concelho de residência sem que tenham motivos profissionais ou de saúde que o justifiquem.