Há agora 140 pessoas com o vírus e zero mortes. A situação mais complexa vive-se em Moura, com 33 pessoas infetadas.
O número de pessoas contaminadas com a Covid-19 no Alentejo aumentou em apenas um caso, sendo agora de 140. Não há mortes a lamentar. Os dados são da Direção Geral de Saúde (DGS) e dão a entender que a propagação da doença, tanto na região como no país, pode estar a ser contida.
Com a maior parte das suas localidades ‘encerradas’, o Alentejo viveu a Páscoa de um modo diferente: sem cerimónias religiosas pelas ruas e nos campos e, sobretudo, sem o acréscimo de pessoas que habitualmente a quadra acarreta. Apertadas operações de vigilância da GNR e também da PSP desencorajaram todos os que tentaram chegar à região sem terem um motivo (laboral ou de saúde) válido.
É em Moura que agora se vive a situação mais preocupante. Depois de muitas semanas sem registo de doentes ou apresentando apenas um, a Covid-19 acabou por entrar em força no sítio do Espadanal, nas imediações da cidade, contaminando num ápice 32 dos 59 membros da comunidade cigana ali residente.
Esta comunidade, assim como a do sítio da Avó do Lourenço, igualmente de ciganos e nas imediações da cidade, está a ser alvo de rigorosa vigilância por parte da GNR, que impede qualquer saída ou aproximação de pessoas. Os serviços camarários asseguram a entrega de água potável, a distribuição de alimentos e de medicamentos.
Em segundo lugar, mas sem qualquer alteração conhecida há mais de uma semana, está o concelho de Évora, com 21 infetados. Nesta cidade apareceram os primeiros doentes registados no Alentejo. Eram, sobretudo, pessoas que haviam passado o Carnaval numa estância de férias na neve em Espanha. Após a deteção dos casos ativos e do seu isolamento, conseguiu conter-se a propagação da Covid-19.
Serpa, com 17 casos, é o terceiro concelho mais afetado. Seguem-se depois Reguengos de Monsaraz, com oito, Beja, com seis, e Elvas, com quatro. Há ainda registo de casos noutros locais, como Odemira, que terá dois doentes, e Ferreira do Alentejo com um.
Nos concelhos do Litoral Alentejano integrados no distrito de Setúbal contam-se 11 casos em Santiago do Cacém e cinco em Alcácer do Sal. A DGS conta também seis casos em Grândola, mas a Câmara Municipal local diz que são 11, e quatro em Sines, contra os apenas dois notificados pelo município.
A situação do resto do país não é, de resto, muito diferente do que a que se verifica no Alentejo, com o número de casos de doença a aumentarem, mas de forma mais ligeira e com as principais preocupações das autoridades de saúde centradas nos lares de idosos.
Há agora 535 mortos (mais 31 que na véspera) e 16.6 infetados (mais 349). O número de doentes recuperados mantém-se nos 277.
As estatísticas mostram também que a maior incidência de mortes ocorres nos grupos etários compreendidos entre os 70 e os 79 anos (111) e dos 80 anos para diante (346). O somatório destes dois grupos atinge, portanto, os 457 óbitos.
Por regiões constata-se que o Norte tem agora 9984 doentes e 303 mortos. O Centro vai em 2477 infetados e 123 falecimento. Em Lisboa e Vale do Tejo há 3896 pacientes e 96 falecimentos. No Algarve contam-se 264 casos positivos e nove óbitos. Nos Açores os infetados são 9 e as vítimas mortais nove.
O Alentejo e a Madeira são as duas únicas regiões do país onde o Covid-9 ainda não fez vítimas. Contam agora, respetivamente, 140 e 59 doentes.




