Moura continua a ser o concelho mais afetado num Alentejo que soma 156 doentes

O estado de emergência foi alargado até 1 de maio. Idosos podem ser restringidos na circulação.

Após um dia sem novos casos de Covid-19, o Alentejo registou ontem mais um doente, sendo agora o total de 156. Não há ainda nenhuma morte a registar, apesar de a doença constar, com alguma dimensão, em oito concelhos.

No relatório de situação da Direção Geral de Saúde (DGS), que inclui apenas os concelhos com três ou mais casos confirmados, constata-se que Moura aparece com 28 pessoas infetadas, número que continua a não ser coincidente com o divulgado pela câmara local, que refere a existência de 33 doentes.

Em Évora, onde durante muitos dias o número de pessoas com o vírus era de 21, houve uma diminuição de um caso. Em Serpa, segundo refere a DGS existem 18 infetados e em Beja nove. As estatísticas oficiais referem ainda a existência de quatro doentes em Elvas, três em Portalegre e outros tantos em Almodôvar.

Para além destes casos, o Semmais sabe que existe também um caso em Odemira (com duas recuperações contabilizadas), e um outro em Ferreira do Alentejo (freguesia de Figueira dos Cavaleiros).

Entretanto, nos concelhos do litoral que integram o distrito de Setúbal, contam-se, de acordo com a DGS, 12 casos positivos em Santiago do Cacém (há uma pessoa recuperada), sete em Grândola, cinco em Alcácer do Sal e quatro em Sines. Estes valores não são todos coincidentes com os apresentados por algumas destas autarquias, sendo que Sines diz ter apenas dois doentes e Grândola, onde 39 pessoas estão a ser acompanhadas, refere a existência de 11 casos confirmados.

A aparente estabilização dos casos de Covid-19 no Alentejo coincide com o anúncio, parte do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, do prolongamento do estado de emergência por mais 15 dias (até 1 de maio). Esta medida hoje anunciada preconiza que alguns serviços, empresas e estabelecimentos comerciais possam reabrir as portas ficando, no entanto, sujeitos a horários a definir. Além disso ficam ainda condicionados ao número de casos positivos existentes no local onde se localizam e, também à capacidade do SNS para acudir às ocorrências em cada uma dessas zonas.

No anúncio feito ao país, Marcelo Rebelo de Sousa explicou ainda que as limitações de circulação podem vir a ser impostas a determinados grupos etários ou em determinadas zonas habitacionais. Tais factos prendem-se com a constatação de que a doença tem um efeito mais nefasto nos grupos etários mais elevados e que existem áreas onde o perigo de contágio continua a ser muito elevado.

Quanto aos números gerais do país, constata-se que houve um aumento de 31 mortes, sendo agora 629 os falecimentos confirmados pela DGS. O total de casos positivos confirmados é de 18.841. Há também a registar 1302 internamentos, sendo 229 em unidades de cuidados intensivos. Os recuperados são 493.

Por regiões, continua a ser a do Norte a que maior prevalência tem de doentes (11.237) e mortos (355). No Centro contam-se 2756 infetados e 115 vítimas. Em Lisboa e Vale do Tejo o número de pacientes subiu para 4237 e o de óbitos para 115. Há também 300 casos positivos confirmados no Algarve, região onde o número de falecimentos é de nove. Nos Açores mantém-se as quatro vítimas e existem agora 102 doentes. Por fim, na Madeira, onde ainda não há baixas a lamentar, o número de infetados baixou de 59 para 53.