Cáritas diz que Portalegre não tem meios para atender os mais necessitados

A denúncia é feita pela Cáritas Diocesana, que diz que as cantinas sociais estão sobrelotadas e esgotadas.

As cantinas sociais de Portalegre “estão esgotadas” e sem capacidade de dar resposta às necessidades que surgem diariamente. Quem o afirma é presidente da Cáritas Diocesana de Portalegre e Castelo Branco, Elicídio Bilé, na sequência da crise alimentar e de apoio social que parece estar a instalar-se devido à pandemia de Covid-19.

Em declarações à Lusa, Elicídio Bilé diz que “há problemas em Portalegre a que nós não temos capacidade de responder, como a situação de pessoas que estão já a passar algumas necessidades alimentares. As cantinas sociais estão esgotadas, superlotadas e não têm possibilidade de dar resposta”.

O responsável da Cáritas salientou depois que os problemas alimentares se revelam, sobretudo, junto da população migrante. “Temos casos muito concretos de pessoas, duas famílias, que nem sequer têm habitação”, disse.

Tratam-se, ainda de acordo com Elicídio Bilé, de pessoas que até tinham alguns recursos financeiros, mas que devido à falta de trabalho deixaram de ter condições para pagar a pensão onde viviam e até os alimentos.

O presidente da Cáritas local diz que a situação de Portalegre está a agravar-se progressivamente, sendo que a mesma nem sequer é nova, uma vez que já havia graves problemas sociais identificados antes do surgimento da pandemia.