O Estado pagou 500 ventiladores que a China ainda não enviou. Revendedores de material de proteção não podem lucrar acima dos 15 por cento.
Subiu para 610 o número de pessoas infetadas com Covid-19 no distrito de Setúbal, segundo informou a Direção Geral de Saúde (DGS). É um aumento de 13 casos que confirma a tendência dos últimos dias, com as estatísticas a darem conta de que a pandemia pode estar a abrandar.
Almada continua a ser o concelho com maior número de doentes confirmados, com 152 casos, enquanto que no extremo oposto se encontra Alcochete, com 12 doentes. O Seixal tem 139 pessoas infetadas, o Barreiro 81 e Setúbal 60. Há também registo de 58 casos positivos na Moita, 40 no Montijo, 19 em Palmela e outros tantos em Sesimbra.
Em Santiago do Cacém a DGS e a Câmara Municipal coincidem, por fim, número de doentes ativos (13), com a edilidade a referir ainda um caso de recuperação. Em Grândola, enquanto o município reporta 11 doentes, as autoridades de saúde nacionais indicam sete. Já em Sines mantem-se a disparidade registada há mais de uma semana: Quatro para a DGS, dois para a Câmara. Por fim, em Alcácer do Sal, a autarquia fala em quatro casos e um recuperado, e a DGS refere com cinco.
No país constata-se que é no Norte que continuam a subsistir as maiores preocupações, com 11.324 pessoas infetadas e já 377 mortos. Na região Centro o panorama também não é mais animador: 2778 internados e 148 óbitos. Já em Lisboa e Vale do Tejo o número de pacientes subiu para 4302 e o de falecimentos para 119. No Algarve há 305 casos positivos confirmados e nove falecimento. O Alentejo e a Madeira continuam sem registar vítimas mortais, contabilizando, respetivamente, 158 e 53 pacientes.
Entretanto o Governo, por intermédio do primeiro ministro, António Costa, já reconheceu que a entrega de 500 ventiladores que haviam sido encomendados (e já pagos) à China se encontra atrasada, uma vez que tal já devia ter acontecido no dia 15. O equipamento terá custado cerca de 9,2 milhões de dólares, pagos antecipadamente, para não seguir para o Canadá.
Hoje de manhã surgiu também a informação, por parte do secretário de Estado do Comércio e Defesa do Consumidor, João Torres, de que os revendedores de produtos e equipamentos de proteção individual não podem obter lucros acima dos 15 por cento sobre o valor que por eles pagaram.
Esta medida visa por cobro aos crimes de especulação que têm vindo a ser detetados diariamente. Segundo João Torres, a ASAE já terá recebido mais de 5.000 denúncias, tendo já instaurado 19 processos-crime e mantendo mais de 40 outras investigações em curso. Já foram detetados, diz o governante, casos em que os produtos estavam a ser vendidos com uma margem de 300 a 1000 por cento.




