Há 161 doentes confirmados. António Costa diz que este não é o momento de baixar a guarda e apela à manutenção de especiais cuidados.
O número de pessoas infetadas com Covid-19 no Alentejo é, de acordo com a Direção Geral de Saúde (DGS), de 161, mais três do que o registado no domingo. Esta pequena variação não altera a convicção de que a pandemia estará a ser controlada mas, em simultâneo, deixa a mensagem de que é necessário continuar a cumprir as regras de confinamento de distanciamento social.
Ainda sem qualquer caso mortal a lamentar, o Alentejo tem as situações mais complicadas, no concelho de Moura, onde existem, de acordo com a DGS, 28 casos confirmados. Estes valores não são, contudo, confirmados pela câmara municipal, que refere 33.
Neste concelho o principal problema que agora se depara às autoridades municipais é a recusa dos cerca de 70 elementos de uma comunidade cigana residente no Vale do Touro em fazer os testes de despistagem. Refira-se, que foi também num sítio habitado por uma comunidade de ciganos, no Espadanal, que se detetou a doença em 32 dos 59 residentes. Neste local, o abastecimento de alimentos, medicamentos e água potável está a ser assegurado pela autarquia.
O relatório de situação diária da DGS diz que há 18 casos confirmados em Serpa, 17 em Évora, nove em Beja, sete em Elvas e outros tantos em Reguengos de Monsaraz, seis em Portalegre e três em Almodôvar. Estes valores, segundo a mesma entidade, reportam-se apenas aos concelhos com mais três ou mais casos confirmados.
O concelho de Odemira, segundo informações do município, tem 1 caso positivo e dois recuperados. Num levantamento efetuado pelo jornal Alto Alentejo, é referido que nos 15 concelhos que integram o distrito de Portalegre, há nove doentes conhecidos em Elvas, seis em Portalegre, quatro em Campo Maior, um em Marvão e outro em Nisa.
A situação de aparente contenção da pandemia voltou hoje a ser comentada pelo primeiro ministro, António Costa, que salientou a obrigação de as eventuais diminuições de restrições de circulação de pessoas terem de ser efetuadas com “sentido de responsabilidade e rigor, porque este não é momento de baixar a guarda”.
No país a situação revela agora a existência de 735 mortos e 20.863 infetados. Destes 1208 estão internados e 215 estão mesmo em unidades de cuidados intensivos.
Por regiões contam-se 12.543 doentes e 424 mortos no Norte, 2952 doentes e 164 falecimentos no Centro e 4709 casos positivos e 164 óbitos em Lisboa e Vale do Tejo. No Algarve contam-se 311 infetados e 11 falecimentos, enquanto que nos Açores há 107 casos confirmados e seis mortes. Na Madeira há 80 pessoas com a doença confirmada e, tal como no Alentejo, não há vítimas mortais.




