No Alentejo os doentes são agora 214, mais 13 que ontem. Estão internadas no país menos de mil pessoas, sendo que a capacidade para acolher doentes de Covid-19 é de 4.000 camas.
O concelho de Moura tem mais de um quarto do total das pessoas infetadas com Covid-19 em todo o Alentejo. O número de doentes naquela zona subiu para 62 de acordo com os dados da autarquia (a DGS refere apenas 46), depois de na tarde de terça-feira terem chegado os resultados dos testes de despistagem efetuados junto da comunidade cigana de Vale do Touro, os quais revelaram mais 23 casos positivos.
Os dois principais focos de Covid-19 em Moura localizam-se, tal como tem sido confirmado pela própria câmara municipal, nas comunidades ciganas residentes nos sítios do Espadanal e Vale do Touro. A população destes locais encontra-se confinada, recebendo dos trabalhadores municipais toda a alimentação, água e medicamentos necessários.
Os números gerais do Alentejo voltaram hoje a aumentar, havendo agora a confirmação, por parte da Direção Geral de Saúde (DGS), de 214 infetados (mais 13 que na terça-feira). Há ainda a registar uma só vítima mortal (um octogenário que estava internado no Hospital de Beja). É ainda de registar que dos 13 concelhos alentejanos (distritos de Portalegre, Évora e Beja), seis pertencem precisamente a Beja.
Évora, com 19 doentes, e Serpa, com 18, são, respetivamente, os segundo e terceiro concelhos mais afetados. Seguem-se Beja, com dez, Montemor-o-Novo, com sete e Vendas Novas, com seis. Em Portalegre e Reguengos de Monsaraz o número de infetados confirmados pela DGS é agora de cinco. Em Monsaraz a câmara municipal diz tem apenas um paciente ativo e sete recuperados. Há também quatro casos em Elvas e outros tantos em Odemira (edilidade refere dois ativos, sendo que um está hospitalizado, e dois recuperados). Por fim, Portel, Almodôvar e Cuba têm, cada qual, três casos positivos confirmados.
Nos concelhos do Litoral Alentejano integrados no distrito de Setúbal continuam a verificar-se discrepâncias nos números apresentados pela DGS e os que são revelados pelas autarquias. Assim, enquanto o Estado refere quatro doentes em Alcácer do Sal, sete em Grândola e 14 em Santiago do Cacém, as câmaras municipais dizem ter dois doentes ativos e três recuperados (Alcácer do Sal), quatro ativos, sete recuperados e 16 pessoas sobre vigilância (Grândola) e cinco ativos e oito recuperados em Santiago do Cacém.
A nível nacional a doença continua a avançar. O número de mortes aumentou em mais 23, sendo agora de 973. Há 24.505 casos confirmados e 1470 pessoas já recuperadas. O número de internados é agora de 980, dos quais 169 estão nos cuidados intensivos.
Por regiões, uma das principais constatações é a da progressão da doença em Lisboa e Vale do Tejo, onde já há 5695 infetados e 195 mortos. Este número de vítimas é apenas menos um do que o contabilizado na região Centro (196), que conta com 3340 casos positivos. No Norte prevalecem, no entanto, as cifras mais negras da pandemia, com 14.715 infetados e 536 mortos. No Algarve contam-se 330 pacientes e 13 óbitos. Os Açores registam 125 doentes e 12 vítimas mortais. Por fim, na Madeira, não se registam alterações. Não há mortes por Covid-19 e os doentes são os mesmos 86 da véspera.
No fim-de-semana que se avizinha, tal como tem sido incessantemente dito pelos membros do Governo e forças de segurança, quase ninguém está autorizado a deslocar-se para fora do concelho de residência. As exceções são as pessoas que provem estar em trabalho ou as que tenham de se movimentar devido a problemas de saúde.
No dia 1 de maio o país deixa de estar em estado de emergência e entra em estado de calamidade. Na prática, quase todas as restrições que agora se encontram em vigor continuam a ser válidas. A principal alteração visível é a que dá conta de que o Governo não vai necessitar de tantas autorizações para promover as restrições que entender como necessárias.
“O fim do estado de emergência não é o fim do surto”, alertou entretanto o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, salientando que todos devem manter os cuidados preventivos quando, a partir de 1 de maio, entrar em vigor o estado de calamidade.
Entretanto, o Serviço Nacional de Saúde, confrontado com a possibilidade de uma segunda vaga da doença, garantiu que tem, para já, capacidade de a enfrentar. Neste momento as pessoas internadas em Portugal não chegam a mil, sendo que os hospitais nacionais estão preparados para acolher até 4.000 infetados.




