A autarquia defendeu a existência por parte das autoridades de uma “fiscalização apertada”, na zona da fronteira de São Leonardo, que liga a vila de Mourão à localidade espanhola de Villanueva del Fresno.
O vice-presidente do município raiano de Mourão, Manuel Carrilho, manifestou algumas preocupações com a reabertura da fronteira com Espanha, com horas determinadas, de acordo com o Plano de Desconfinamento aprovado ontem, 30 de abril, pelo Conselho de Ministros.
“Nós temos algumas reticências sobre esta questão. Achamos que, sim senhor, abrir parcialmente, até porque temos trabalhadores de Espanha que trabalham no nosso município e temos também portugueses que residem lá (Espanha) e trabalham cá (Mourão), mas achamos que tem de ser com algum cuidado”, disse.
O autarca defendeu, assim, a existência por parte das autoridades de uma “fiscalização apertada”, na zona da fronteira de São Leonardo, que liga a vila portuguesa de Mourão à localidade espanhola de Villanueva del Fresno.
“Nós sabemos como tem estado a situação em Espanha, muito pior ainda que a nossa e, portanto, pode ser uma fonte de aumento de contágios”, alertou.
O concelho de Mourão vai ter um ponto de passagem autorizado na fronteira com Espanha, com horas determinadas, de acordo com o Plano de Desconfinamento aprovado pelo Conselho de Ministros.
“Face ao contexto atual e à realidade local de trabalhadores transfronteiriços, é criado, em Mourão, mais um ponto de fronteira transitável, em períodos especificados” (dias úteis, das 7h00 às 9h00 e das 18h00 às 20h00), justifica a tutela.
A travessia da fronteira será feita sob a vigilância da Guarda Nacional Republicana (GNR).




