“Terras sem Sombra” pode ter concertos adiados e reprogramados

O Festival de música erudita no Alentejo é fonte de receitas para muitos empresários de 15 concelhos.

Os concertos previstos para a 16ª edição do Festival Terras sem Sombra e que estão previstos realizarem-se em 15 concelhos do Alentejo e até final de julho podem ser adiados e reprogramados devido à pandemia de Covid-19.

A diretora executiva do festival, Sara Fonseca, disse que “o objetivo é adiar e reprogramar as atividades ainda não realizadas e cumprir na íntegra o programa que não foi possível concretizar, procedendo aos reajustes necessários”. Esses reajustes passam pela redefinição do número de participantes, distâncias a respeitar e medidas de higienização.

Sara Fonseca disse que a organização está em contacto permanente com os vários artistas e parceiros de modo a que se obtenham novas datas. “Todos queremos fazer o melhor. Há espírito de equipa e vontade de ultrapassar a crise”, adiantou a mesma responsável.

O cancelamento indefinido do festival iria “por em causa o esforço que tem vindo a ser feito, nos últimos anos, para colocar o Alentejo na primeira linha dos festivais de música erudita”, adiantou á Lusa a diretora executiva, que revelou ainda estar preocupada com o impacto negativo do cancelamento do evento na hotelaria, restauração e serviços locais.

Muitos pequenos hotéis, lojas, restaurantes, empresas de transportes, alojamentos locais e até agentes culturais já se terão lamentado devido ao cancelamento, desde o março, de várias atividades que estavam previstas.

O Terras sem Sombra é organizado pela associação Pedra Angular e tem como título para este ano “Uma Breve Eternidade: Emoções e Comoções na Música Europeia (séculos XII-XXI)”, tendo a República Checa como país convidado.