Há mais 22 infetados no distrito de Setúbal

Contabilizando os números da DGS e das autarquias, há esta terça-feira 950 infetados. Na próxima segunda-feira reabrem escolas e creches. Voltam a ser permitidas as visitas em lares de idosos.

O número de pessoas doentes com Covid-19 no distrito de Setúbal voltou a aumentar. São agora 950, mais 28 do que na segunda-feira, segundo revelam os dados estatísticos da Direção Geral de Saúde (DGS) e dos municípios. Nos nove concelhos integrados na Área Metropolitana de Lisboa (AML) já há três com mais de uma centena de casos e outro que se aproxima dos 300.

O concelho de Almada, que já conta com oito mortes, continua a ser o que tem mais pessoas com casos positivos confirmados, atingindo hoje os 278. Segue-se o Seixal, já com 199 e, depois, o Barreiro, com 144. A Moita já tem 101 doentes, enquanto o Montijo está nos 91. A DGS refere ainda 68 pacientes em Setúbal, 23 em Sesimbra, 20 em Palmela e 18 em Alcochete.

Nos concelhos do Litoral Alentejano integrados no distrito a DGS conta hoje cinco infetados em Alcácer do Sal, dez em Grândola e 15 em Santiago do Cacém. Já as câmaras municipais apresentam valores diferentes: Alcácer do Sal diz que não tem doentes ativos e cinco recuperados. Grândola, por sua vez, refere cinco doentes ativos, nove recuperados e ainda nove pessoas sob vigilância. Por fim, em Santiago do Cacém, há registo de três doentes ativos e 12 recuperados.

No país contabilizaram-se até ao início do dia 27.913 pessoas infetadas. Há agora 709 doentes internados (113 em unidades de cuidados intensivos) e 3013 recuperados. O número de mortos voltou a aumentar, sendo agora 1163.

Por regiões o Norte tem 16.053 doentes e 660 falecimentos. No Centro contam-se 3553 pacientes e 219 mortes. Em Lisboa e Vale do Tejo os pacientes são 7494 e os óbitos 254. O Alentejo apresenta 238 infetados e uma morte. No Algarve há 350 casos positivos e 14 vítimas mortais, mais um do que as contabilizadas nos Açores, onde também se registam 135 doentes. Por fim, na Madeira, mantém-se os 90 doentes e zero mortes.

A partir de segunda-feira, dia 18, voltam a ser permitidas as visitas em lares de terceira idade. É uma medida que está a ser preparada com especiais cautelas, tendo em conta que são os mais velhos aqueles que têm sido mais afetados pelo Covid-19.

Entre as regras que vão vigorar avultam, por exemplo, a proibição de mais do que uma visita semanal por utente, sendo que esta visita terá uma duração máxima de 90 minutos e só será autorizada após marcação prévia, ficando registados nos estabelecimentos todos os dados pessoais do visitante.

A DGS diz ainda que terá de haver um distanciamento entre visitante e visitado de dois metros. Não poderá ser levada comida, vestuário ou qualquer outro bem. Os visitantes não podem circular pelo interior do lar e terão de estar munidos com máscara de proteção.

O dia 18 assinala ainda o regresso das aulas presenciais para os alunos dos 11º e 12º anos de escolaridade. As medidas impostas não estão, no entanto, a agradar à Fenprof (Federação Nacional de Professores), que afirmam não ter confiança na eficácia das mesmas.

Um dos aspetos que merece maior discórdia é o distanciamento dos alunos, que está estimado em apenas 1,5 metros quando, noutras situações, a distância aconselhada são dois metros.

Todos os alunos deverão ter máscaras e devem desinfetar as mãos à entrada das escolas. As carteiras, uma por aluno, devem estar colocadas junto às paredes e janelas das salas de aulas. Cada turma deve, de resto, utilizar uma só sala de aulas, independentemente das disciplinas. Não estarão a funcionar bares e salas de convívio, sugerindo-se que todos os alunos deverão circular num só trajeto, diminuindo a assim as áreas sujeitas a eventuais contágios.

O Governo garantiu, entretanto, que até segunda-feira todas as escolas do país estarão equipadas com os materiais de proteção necessários e que serão higienizadas, contado para isso com os préstimos de equipas do Exército.